Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Tereza Cristina de Vasconcelos, que foi conduzida ao 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado no bairro Praça 14, na zona Sul de Manaus, no último domingo, 7/7, acusada de desacato a funcionários do Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, na zona Centro-Sul da capital, gravou um vídeo que começou a circular nesta segunda-feira, 15/7, nas redes sociais contando o lado dela da história.
Ela diz que não queria gravar o vídeo porque é cansativo, mas foi obrigada devido à repercussão do caso. “Tem pessoas propagando fake news [falsas notícias] com a minha imagem, estou recebendo ameaças no meu direct, por incrível que pareça, então eu tive a necessidade de contar o meu lado da história”, explicou.
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Ela contou que, na manhã de domingo, 7, dois amigos sofreram um acidente de trânsito. Dessa forma, ela levou a amiga para o Pronto Socorro 28 de Agosto e, quando entrou para ser atendida foi exigida a ficha, a qual ela sabe que é procedimento padrão do Hospital.
“O que aconteceu é que uma atendente totalmente despreparada começou a gritar. Se eu estou em uma situação que é caso de emergência, a mulher ainda vem, ‘aí tem que fazer a ficha’, totalmente brusca e ignorante comigo, eu vou tratá-la da mesma forma e eu revidei o abuso. Simples assim”, frisou.
Tereza Cristina relatou que quando retornou para a maca para pegar os documentos da amiga e preencher a ficha, apareceu um policial realizando uma abordagem inadequada e abusiva contra ela.
“Sem cabimento nenhum a abordagem que ele fez comigo. Aconteceu o destrato de ambas as partes. O policial me levou para uma sala vazia bem próxima a recepção. Será que esse é o procedimento deles? [policial] Abordar uma mulher e levar para uma sala vazia, ficar a sós e agredir?” , questiona Tereza.
Abuso de autoridade
No vídeo, ela contou que o policial a jogou no chão. Além disso, durante a live, Tereza mostrou as marcas de machucados no braço dela. “Me jogou no chão, montou em cima de mim e começou a me agredir. Isso é revoltante demais. Depois ele chamou a viatura e fomos para a delegacia. Fui algemada até o ‘toco’ de apertado, e a todo momento eu pedia para ele afrouxar e ele não afrouxou até chegar na delegacia, foi quando vieram os colegas de farda para me levar para dentro”, explicou.
Tereza não imaginava a grande repercussão da prisão dela no vídeo em que foi empurrada para dentro da viatura. “O vídeo viralizou nas redes sociais. Eles [policiais] eram os únicos que tinham esse vídeo. Aí eu não preciso falar mais nada, eu tenho prova deles me gravando e esse vídeo foi viralizado”, disse.

Ela, ainda, revelou que o nome da mãe dela foi citado em uma página e que só quem tinha acesso ao nome da mãe era a polícia.
Ela ressaltou que ficou sete horas no 1° DIP e pagou uma fiança de um valor fora da realidade dela. “Pelo que eu sei, o valor de uma fiança é determinado levando em conta vários aspectos estipulado pelo artigo 226 do Código de Processo Penal, entre esses aspectos, é considerado a vida pregressa, ou seja, o meu histórico que é totalmente limpo, a gravidade da infração e também as condições financeiras do acusado. E nenhum desses foi considerado”, explicou.
Erika frisou preocupação em preservar a filha, de sete anos, para que a criança não tenha acesso a gravação da prisão da mãe, e que a família vem sofrendo por comentários infundados de quem não a conhece.












