Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Um motorista de aplicativo, cuja identidade ainda não foi revelada, foi preso nesta segunda-feira, 2/3, em Manaus. Ele é apontado como o autor de uma série de crimes que ocorreram na avenida das Torres, onde se passava por policial civil para abordar as vítimas.
Além dos assaltos, o homem é investigado pelo estupro de uma jovem de 22 anos. A prisão ocorreu no residencial Viver Melhor, localizado no bairro Lago Azul, zona Norte de Manaus, após uma investigação conduzida pelo 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Segundo a delegada Benvinda de Gusmão, responsável pela investigação, o suspeito utilizava uma arma de fogo e vestimentas táticas para intimidar as vítimas. Ele escolhia pontos estratégicos da avenida das Torres para realizar as abordagens durante a madrugada.
“A situação que chamou a atenção da nossa equipe de investigação foi que uma das vítimas sofreu também violência sexual. O autor se identificava como policial civil e usava uma arma com a qual ameaçava as vítimas”, explicou a delegada durante coletiva.
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As investigações apontam que, no dia 23 de janeiro, o suspeito abordou um casal de amigos em um ponto de encontro na via. Após anunciar o roubo e levar os pertences, ele abusou sexualmente da jovem no próprio local.
Em outro episódio, ocorrido no dia 2 de fevereiro, o alvo foi um mototaxista que aguardava uma corrida. O criminoso desceu de seu veículo, se apresentou falsamente como agente da lei e levou os objetos da vítima. Foi através deste segundo crime que a polícia conseguiu rastrear o carro utilizado.
Investigação e captura
A polícia chegou ao suspeito após denúncias recebidas pelo WhatsApp da delegacia. Na residência do homem, foram apreendidas roupas pretas de manga longa e peças táticas que ele utilizava para esconder o rosto e sustentar o disfarce de policial.



“Ele tem uma ficha criminal extensa e responde por outros processos, inclusive por estupro de vulnerável. Na delegacia, ele confessou apenas o roubo, negando a violência sexual e o uso da identidade falsa de policial”, afirmou Gusmão.
Apesar da negação do suspeito, a delegada confirmou que laudos periciais comprovam o abuso sexual sofrido pela jovem de 22 anos. Ela recebeu acolhimento psicológico e foi encaminhada à Delegacia da Mulher para os procedimentos necessários.
“A gente continua a investigação para identificar outras vítimas, até porque tem vítima que tem medo de registrar a ocorrência”, concluiu a delegada Gusmão. O suspeito responderá pelos crimes de roubo majorado, estupro e falsidade ideológica.






