Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O motorista de aplicativo Ismael Gomes da Silva, de 42 anos, apontado como suspeito nas denúncias feitas pela estudante de Direito e musa da Escola de Samba Mocidade Independente de Aparecida, Márcia Santos, prestou depoimento, nesta segunda-feira, 15/12, no 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus, e negou todas as acusações.
À imprensa, Ismael afirmou que a passageira não chegou a embarcar em sua motocicleta. Segundo ele, a corrida foi iniciada por engano, ao acreditar que Márcia estava no local indicado pelo aplicativo, mas a mulher não apareceu. O motorista disse que aguardou por cerca de seis minutos e finalizou a solicitação no mesmo ponto de partida.
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De acordo com Ismael, a corrida foi paga de forma online, o que explica o tempo de espera registrado no aplicativo. Ele afirma ainda que, logo após encerrar a solicitação, aceitou outra corrida para um bairro diferente, o que, segundo ele, desmonta a versão de que teria levado o celular da estudante.
“O registro dela é o único que não tem quilometragem, porque eu iniciei e finalizei no mesmo local. Meu veículo tem GPS e o próprio aplicativo também comprova isso. Eu fui para um destino completamente diferente de onde ela foi encontrada”, declarou o motorista.
Ismael Gomes, motorista de aplicativo
A defesa de Ismael sustenta que as acusações não condizem com os registros da plataforma e afirma que há testemunhas que indicam que Márcia teria se envolvido em uma confusão dentro da casa de eventos Caritó, onde teria sido agredida por outra mulher, e não pelo motorista do lado de fora.
Segundo o advogado Ricardo Silva, existe ainda a possibilidade de a estudante ter subido na garupa de outra pessoa, por engano, acreditando se tratar do motorista de aplicativo. A defesa informou que a suposta envolvida na briga já foi identificada e se colocou à disposição para prestar depoimento.
Ainda diante da repercussão do caso nas redes sociais, Ismael registrou um boletim de ocorrência por calúnia e difamação. Ele afirmou que teve sua imagem e endereço divulgados, o que teria colocado em risco a sua segurança e a de sua família.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou que Márcia Santos chegou a procurar a Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher no dia do ocorrido, mas foi orientada a formalizar o depoimento no 3º DIP.






