Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Rodrigo Nascimento Vieira, de 36 anos, João Victor da Silva Guimarães, de 26 anos, e Wellington Serafim Maximiano, de 48 anos, foram presos nesta terça-feira, 16/12, suspeitos de matar Alexandre Araújo Brandão, conhecido como “Xuruca”, líder de uma facção criminosa.
O crime aconteceu no dia 10 de outubro, quando Xuruca foi executado a tiros enquanto segurava no colo o filho pequeno, na região Sul de Florianópolis. A ação foi flagrada por uma câmera de segurança. A Polícia Militar foi acionada e encontrou o homem já morto, com várias perfurações provocadas por disparos de arma de fogo pelo corpo.
“Três mandados de prisão, com apoio da Polícia de Santa Catarina. O crime foi motivado por disputa por áreas de comando do crime. Teve todo um monitoramento antes de acontecer, com a contratação do atirador. Todo o custeio foi pago pela facção”, disse o delegado Alex Bonfim.
Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Xuruca era apontado como um dos principais integrantes da cúpula de uma facção criminosa no estado e respondia em liberdade por um homicídio, além de ser investigado por outros assassinatos.
“No momento do crime, ele estava com o filho no colo. Ele já respondia por uma série de crimes, mas não estava foragido. Tinha ido para Santa Catarina em busca de proteção”, afirmou o delegado.
As prisões ocorreram durante a operação Orion, deflagrada pela PC-AM em parceria com a Polícia Civil de Santa Catarina. João Victor é apontado como o atirador, Wellington Serafim como braço direto da facção, e Rodrigo Nascimento como responsável por prestar apoio à ação.
Conforme a investigação, André Trajano Feitosa foi o mandante do crime. Após a execução, os envolvidos se reuniram em um hotel de Florianópolis para prestar contas a Trajano. No mesmo dia, o mandante embarcou para o Rio de Janeiro, enquanto os demais retornaram a Manaus, onde Trajano permanece foragido.

Alexandre era natural de Manaus e tinha passagens por tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo, formação de quadrilha, receptação e homicídio. Ele respondia a mais de 12 processos, incluindo casos de violência doméstica em Santa Catarina, Distrito Federal e Amazonas.
Em janeiro de 2024, ele foi preso em flagrante no próprio bairro onde agora foi morto, durante uma operação conjunta da Polícia Federal com as forças de segurança do Amazonas.
Os criminosos foram encaminhados para audiência de custódia e devem responder pelo crime.






