Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Faleceu nesta terça-feira, 22/7, aos 76 anos, Ozzy Osbourne, lendário vocalista do Black Sabbath e figura central na história do rock mundial. Conhecido como o “Madman” e o “Príncipe das Trevas”, Ozzy foi uma das personalidades mais influentes do heavy metal. A causa da morte ainda não foi divulgada.
A notícia abalou fãs ao redor do mundo, inclusive na capital amazonense. O portal Rios de Notícias conversou com músicos e roqueiros de Manaus, que destacaram a importância do artista para a cultura do rock.
Mônica Paz, da banda Solymon, é referência no heavy metal feminino em Manaus.
“Uma lenda se foi, deixando um silêncio pesado. Sua voz marcante fez parte da vida de muitos, sendo símbolo de força, revolta e inspiração. Ozzy foi o alicerce do heavy metal, criando com o Black Sabbath um som sombrio e poderoso e, depois, em carreira solo, continuou a inovar com sua genialidade insana. Que descanse em paz.”
Declarou Mônica Paz, vocalista da banda Solymon, uma das referências do heavy metal amazônico

Resistência e liberdade
Sandro Nine, vocalista da banda Nicotines, também lamentou a perda e disse que Ozzy fez parte da história de muitos fãs do rock.
“Ozzy foi um ícone do heavy metal, deixando um legado de resistência, liberdade, criatividade e atitude. Influenciou gerações e manteve viva a força do rock como expressão cultural e humana. Sua carreira e a do Black Sabbath terminaram como começaram: com os quatro amigos juntos no palco, com dignidade e muito rock’n’roll. Com grandes discos e momentos marcantes, ele fez parte da história de vida de muitos fãs do rock”, declarou.


Para os músicos locais, Ozzy transcendeu a música.
“Ele transformou a escuridão em arte e atitude. Seu legado vai além dos palcos — ele ensinou o valor de ser autêntico. Para muitos, foi mais do que um ídolo: foi uma força eterna”, destacaram.
O legado humano
Eduardo Tananta, guitarrista da banda Zona Tribal, relembrou não apenas a genialidade artística de Ozzy, mas também seu lado humano.

“Ozzy é o protagonista mundial do heavy metal, moveu várias gerações e o mundo hoje sente essa significativa perda. Nesse último show que ele fez, todo o dinheiro arrecadado — 190 milhões de dólares — foi doado para instituições de caridade. Um gesto nobre que uniu rock e solidariedade”, afirmou.






