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Morte de Fernando Vilaça reacende alerta sobre crimes de homofobia, afirmam especialistas

Diante do caso, o Portal Rios de Notícias ouviu especialistas para entender o cenário da homofobia no Amazonas sob a ótica jurídica e de direitos humanos

8 de julho de 2025
em Cidades
Tempo de leitura: 7 min
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Fernando foi agredido na última quarta-feira, 2, quando havia saído para comprar leite (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

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Caio Silva – Rios de Notícias

MANAUS (AM) – A morte de Fernando Vilaça, registrada no último sábado, 5/7, após uma agressão motivada por homofobia enquanto ele saía para comprar leite, gerou comoção nacional e reacendeu o alerta para crimes motivados por preconceito contra a população LGBTQIAPN+.

O caso expõe a continuidade da violência por orientação sexual e identidade de gênero no Brasil, mesmo após avanços legais. Desde 2019, a homotransfobia é considerada crime, equiparada ao crime de racismo, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A pena prevista varia de 2 a 5 anos de reclusão.

Até junho de 2022, não havia um procedimento judicial específico para esses crimes, que eram enquadrados genericamente como racismo. Já em 2023, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) incluiu um agravante penal para crimes motivados por orientação sexual da vítima, que pode configurar injúria com pena de 1 a 3 anos de reclusão.

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Diante do caso, o Portal Rios de Notícias ouviu especialistas para entender o cenário da homofobia no Amazonas sob a ótica jurídica e de direitos humanos.

“Manaus segue entre as capitais mais violentas”, diz advogada

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-AM e coordenadora do Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, Alessandrine Silva, destacou que a morte de Fernando Vilaça evidencia a persistência e banalização dos crimes de ódio na capital.

“Manaus liderou o ranking nacional de homicídios LGBTQIAPN+ em 2022, com 12 mortes, e continuou entre as mais violentas em 2023 e 2024”, apontou.

Segundo ela, o ciclo de violência é alimentado por discursos de ódio que circulam livremente. “Eles estão nas redes sociais, em programas policialescos e até em falas de agentes públicos. Jovens expostos a essas narrativas acabam reproduzindo uma cultura que legitima a agressão a quem é diferente”, afirmou.

A especialista acrescenta que a ausência de políticas públicas eficazes aprofunda a crise. “A falta de ações em educação, prevenção e justiça contribui diretamente para que casos como o de Fernando se repitam”, disse.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-AM, Alessandrine Silva – (Foto: Arquivo Pessoal)

Enquadramento jurídico no caso de Fernando

Alessandrine Silva explica que a decisão do STF de equiparar a homofobia ao crime de racismo se aplica diretamente ao caso de Fernando. “Atos motivados por ódio à orientação sexual, como neste caso, devem ser tratados com a mesma gravidade que os crimes de racismo, conforme a Lei nº 7.716/1989”, destacou.

Ela ressalta ainda que o crime pode ser agravado pelo motivo torpe. “O homicídio pode ser enquadrado como cometido por motivo torpe, aumentando a pena, conforme o artigo 121, §2º, do Código Penal. A decisão do STF reforça esse entendimento, orientando o Ministério Público e o Judiciário”, explicou.

A advogada enfatiza o valor simbólico dessas decisões. “A jurisprudência envia uma mensagem clara: o Estado não tolera crimes de ódio e deve garantir justiça célere nesses casos.”

Menores de idade e responsabilização

Sobre a suspeita de que os agressores sejam adolescentes, Alessandrine esclarece: “Se confirmado, a responsabilização ocorrerá conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, com aplicação de medidas socioeducativas. Ainda assim, o agravante por motivação homofóbica deve ser considerado para definir o tempo dessas medidas”.

Ela destaca que a idade não deve ser motivo para minimizar o crime. “Por mais que os autores sejam jovens, um assassinato brutal como esse não pode ficar impune”, afirmou.

“LGBTfobia é violação de direitos humanos”, afirma ativista

Para a advogada e ativista Amanda Pinheiro, toda violência motivada por preconceito é uma afronta direta aos direitos humanos. “A comunidade LGBTQIAPN+ enfrenta uma luta constante por liberdade, respeito e dignidade. Crimes como esse causam impactos profundos na saúde mental, gerando depressão, ansiedade e até ideação suicida”, disse.

Amanda destaca que a promoção de direitos sociais, inclusão e respeito à diversidade devem ser prioridade. “Campanhas de letramento, acolhimento de vítimas e incentivo à denúncia são iniciativas fundamentais para combater a LGBTfobia.”

Advogada e ativista, Amanda Pinheiro – (Foto: Reprodução/ Arquivo pessoal)

Ela ressalta que a sociedade civil tem papel importante na criação de oportunidades e capacitação. “Fortalecer essas ações é também fomentar política pública. Precisamos de capacitação, oportunidades, visibilidade e, principalmente, educação como ferramenta de transformação”, defendeu.

Poucas condenações e medo de denunciar

Amanda reconhece que há condenações por homofobia no país, mas em número ainda insuficiente diante da realidade enfrentada. “São poucas condenações, o que mostra a naturalização da violência e o medo das vítimas em denunciar. É preciso incentivar a denúncia e garantir proteção”, alertou.

Ela destacou ainda que o Judiciário do Amazonas realizará, nos dias 17 e 18 de julho, o “1.º Ciclo pelo Orgulho e pela Diversidade no Poder Judiciário do Amazonas”. O evento contará com palestras, feira de empreendedorismo e ações de cidadania, em parceria com o TJAM, TRT-11, TRE-AM e MPE. “É uma iniciativa importante de promoção dos direitos da população LGBTQIAPN+, construindo espaços de respeito, oportunidades e visibilidade”, concluiu.

Tags: alerta sobre crimes de homofobiaAmazonasBrasilespecialistasManausMorte de Fernando Vilaça

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