Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A morte do sambista Arlindo Cruz, anunciada nesta sexta-feira (8/8), aos 66 anos, no Rio de Janeiro, gerou forte comoção no mundo da música e mobilizou homenagens em todo o país. Ícone do samba e do pagode, Arlindo deixou uma trajetória marcada por composições inesquecíveis, interpretações emocionantes e parcerias que fizeram história.
Em Manaus, artistas e produtores culturais manifestaram pesar. O cantor e compositor amazonense Wendel Pinheiro destacou a perda para o gênero: “Perdemos o sambista perfeito! Arlindo Cruz. Descanse em paz, ídolo!”
A produtora cultural manauara Sintonnia Artística também se pronunciou, ressaltando o legado do artista: “Manifestamos nosso profundo pesar pelo falecimento do ilustre sambista Arlindo Cruz. Com sua voz única e composições inesquecíveis, ele deixa um legado grandioso na história do samba e da música brasileira.”
No cenário nacional, nomes de peso também se despediram. Zeca Pagodinho, amigo e parceiro musical de Arlindo, emocionou fãs ao escrever: “Morre hoje o meu compadre, meu parceiro e meu amigo Arlindo Cruz! Que Deus te receba de braços abertos! Sofreu muito, e agora merece descansar um pouco. Vá com Deus, meu compadre!”
O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) emitiu nota de pesar, lembrando o papel do artista na preservação e renovação do samba. Segundo o órgão, Arlindo foi “um dos ícones do gênero, reconhecido por suas letras marcantes e trajetória brilhante com o grupo Fundo de Quintal e em carreira solo”.
O levantamento do Ecad aponta que, nos últimos cinco anos, músicas como “O show tem que continuar”, “Meu lugar”, “Samba de arerê”, “O bem” e “Agora viu que perdeu e chora” estiveram entre as mais tocadas em rádios, casas de show e eventos culturais.
A partida de Arlindo Cruz deixa não apenas um vazio no samba, mas também uma herança musical que seguirá inspirando novas gerações de artistas e fãs.






