Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A defensora dos direitos humanos, irmã Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, morreu neste sábado, 10/1, após um acidente de trânsito na BR-230, a rodovia Transamazônica, na Paraíba. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu enquanto ela viajava de Campina Grande para João Pessoa.
Conhecida como irmã Henriqueta, a religiosa presidia o Instituto de Direitos Humanos Dom José Luis Azcona, entidade que leva o nome do bispo emérito do Marajó, falecido em 2024. Ambos se tornaram símbolos da luta contra o tráfico humano e a exploração sexual de crianças e adolescentes no arquipélago do Marajó, no Pará.
Em novembro de 2025, irmã Henriqueta foi uma das homenageadas na edição especial Amazônia do prêmio Mulheres Inspiradoras do Ano. Amigos, admiradores e personalidades ligadas à causa dos direitos humanos lamentaram a morte da ativista, entre eles a atriz Dira Paes. No filme Manas, a atriz interpretou uma delegada inspirada na trajetória da religiosa.
“Me despeço da minha amiga Irmã Henriqueta, uma heroína brasileira que dedicou sua vida à defesa dos direitos das crianças e adolescentes. […] Dona de um dos abraços mais afáveis, de uma confiança que motivava e de uma força que se reconhecia só de olhar”, escreveu Dira Paes em uma rede social.
Além de sua atuação no instituto, irmã Henriqueta também foi membro da Comissão de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Sua morte reforça a relevância e a urgência das causas que defendeu até o último dia de vida, além do vazio deixado pela ausência de uma voz firme no enfrentamento de crimes que ainda persistem na Amazônia brasileira.






