Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Aos 76 anos, o ex-jogador de futebol americano, OJ Simpson morreu em Las Vegas, na quarta-feira, 10/4, após uma batalha contra o câncer. A confirmação veio através de um comunicado da família do ex-atleta. A vida de OJ foi uma montanha-russa de sucesso esportivo, drama pessoal e polêmicas judiciais.
“No dia 10 de abril, o nosso pai, Orenthal James Simpson, sucumbiu à sua batalha contra o câncer. Ele estava cercado por seus filhos e netos. Durante este período de transição, a família pede que você respeite seus desejos de privacidade e graça”
Família Simpson
Simpson começou sua jornada como “running back” no futebol americano universitário, alcançando destaque e conquistando o Troféu Heisman. Sua transição para a NFL foi repleta de glórias, tornando-se uma estrela do esporte.
Após encerrar sua carreira no campo, OJ Simpson enveredou-se pelo mundo do cinema, atuando em filmes de sucesso, como a trilogia “Corra que a Polícia Vem Aí”, além de comerciais de televisão.
Entretanto, em 1994, sua vida deu uma reviravolta quando sua ex-mulher, Nicole Brown Simpson, e um amigo dela, Ron Goldman, foram encontrados mortos a facadas em Los Angeles. OJ foi acusado do crime e, após uma perseguição televisiva dramática em um Ford Bronco, foi preso.
O julgamento de Simpson por duplo homicídio se tornou um dos mais midiáticos da história, culminando com sua absolvição em 1995, em Los Angeles, em meio a um circo midiático que dividiu opiniões.
Apesar da absolvição criminal, Simpson enfrentou um processo civil em 1997, sendo condenado a pagar uma quantia significativa em danos à família de Ron Goldman. Sua vida pública teve outra queda em 2007, quando foi preso por assalto à mão armada em Las Vegas.
Após nove anos de prisão, OJ foi liberado condicionalmente em 2017, encerrando um capítulo tumultuado em sua vida. Seu legado permanece marcado por controvérsias e debates sobre justiça, raça e privilégio nos Estados Unidos.






