Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A cantora, compositora e pianista Ângela Ro Ro morreu nesta segunda-feira, 8/9, aos 75 anos, após quase três meses de internação para tratamento de problemas pulmonares e renais. Ela estava internada desde o dia 17 de junho no Hospital Silvestre, no Rio de Janeiro.
Durante o período de internação, a artista chegou a passar por uma traqueostomia em julho, procedimento indicado para pacientes que necessitam de suporte respiratório prolongado. Segundo o advogado da cantora, a medida foi necessária após Ângela contrair uma bactéria no hospital, que agravou seu quadro de saúde.

Lamento dos famosos
A morte da cantora comoveu fãs e colegas da música e da televisão. Nas redes sociais, diversas personalidades prestaram homenagens.
“Ângela Ro Ro, obrigada pela coragem, pela luta que você deixa para nós como caminho. Pela voz inigualável e pelas canções belas, profundas, que não nos deixarão te esquecer”, declarou Zélia Duncan.
“Amiga de mais de meio século, companheira de vida e de arte. Hoje me despeço de Ângela Ro Ro. Guardo comigo cada lembrança, cada encontro e cada gesto”, escreveu a atriz Zezé Motta.
Já Ana Maria Braga destacou a força da artista. “Sua voz, tão única, não se calará com o tempo… seguirá viva em cada canção.”
Carreira e legado
Nascida Angela Maria Diniz Gonsalves, a cantora adotou o nome artístico Ângela Ro Ro a partir de um apelido de infância, dado por meninos do bairro onde cresceu, em referência à sua voz rouca.
Considerada um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira (MPB), Ângela foi classificada pela revista Rolling Stone como a 33ª maior voz do Brasil. Suas composições foram gravadas por grandes intérpretes, como Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Marina Lima, Simone e Zélia Duncan.
Entre os sucessos de sua carreira, está a canção Agito e Uso, gravada por Simone e Zélia Duncan no álbum Amigo É Casa (2008).
A artista iniciou os estudos de piano clássico aos cinco anos de idade e teve como grandes influências Elis Regina, Maysa, Jacques Brel e Ella Fitzgerald, esta última considerada por Ângela sua maior referência musical.





