Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após o desabamento de uma casa e a destruição parcial de outra na madrugada desse domingo, 12/1, na rua Senador Fábio Lucena, bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus, moradores denunciam insegurança e negligência por parte das autoridades.
O incidente ocorreu devido à forte chuva que atingiu a capital. O Portal RIOS DE NOTÍCIAS esteve no local do desabamento na manhã desta segunda-feira, 13, para registrar o protesto dos moradores do local.

O morador Ronald Souza, de 30 anos, contou ao riosdenoticias.com que estava dormindo na mesma casa que sua mãe quando foi acordado pelo barulho intenso causado pelo desabamento.


“Eram umas 3 horas da madrugada quando começou a estalar a casa do vizinho. A janela da minha casa começou a estremecer. Quando olhei para fora, vi a casa do vizinho caindo lá para baixo. Tudo estava tremendo. Saí correndo, eu e minha mãe, desesperados. Os outros vizinhos chegaram logo depois. A gente não consegue mais dormir direito, com medo de o restante da rua desabar, e ninguém vem nos ajudar ou socorrer”, relatou Ronald.

Moradores da região afirmam que os problemas estruturais no local vêm se agravando há pelo menos três anos, com uma piora significativa desde janeiro de 2024, com árvores caindo, a terra cedendo e rachaduras se espalhando pelas casas próximas à cratera. Apesar de denúncias frequentes e pedidos de providências, eles alegam que a Prefeitura de Manaus não deu respostas efetivas.

“Recorremos a todos os órgãos da Prefeitura, mas só enrolam a gente. Não temos respostas concretas. Queremos nos reunir com alguém que represente o prefeito ou o Renato Júnior, que está no cargo agora. Estamos enfrentando essa situação sozinhos. Oito famílias estão recebendo um auxílio-moradia de R$ 600, mas isso não é suficiente. Precisamos de uma solução urgente”, disse o líder comunitário Jonathan Baima.
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O autônomo Eupidio Gualberto, de 58 anos, destacou que muitas famílias estão emocionalmente abaladas pela situação e não têm recebido o suporte psicológico necessário.
“As famílias afetadas estão em estado de choque, mas não há atendimento psicossocial. É algo que simplesmente não existe. Isso é muito grave, especialmente para crianças e idosos, que estão com os nervos à flor da pele por causa dessa situação,” afirmou Eupidio.

Resposta da Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), informou que as casas que desabaram estavam localizadas em uma área previamente isolada devido ao risco iminente de deslizamento. A interdição foi baseada em laudos técnicos da Defesa Civil Municipal para garantir a segurança dos moradores.
Também informou que desde o início da operação de isolamento, todas as famílias cadastradas na área de risco passaram a receber o benefício do Auxílio-Moradia.






