Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O morador, Sr. Mauro Risuenho, da rua Conde, Núcleo 23, no bairro Cidade Nova, denunciou ao portal RIOS DE NOTÍCIAS ter sofrido intimidação da Prefeitura de Manaus após conseguir uma liminar na Justiça obrigando a gestão a realizar obras de contenção, pois a rua corre risco de desabamento.
Segundo a decisão judicial, a Prefeitura teria 48 horas para iniciar os reparos a partir do dia 12 de fevereiro, com prazo de conclusão em até 30 dias.
Após isso, o morador relata que a Secretaria de Meio Ambiente, acompanhada da Guarda Municipal de Manaus, fortemente armada, realizou uma visita a sua residência. O motivo foi uma vistoria na área, que resultou em uma multa de 200 Unidades Fiscais do Município (UFM) — ou seja, um valor superior a R$ 29 mil — sob a alegação de que o morador, que reside há 35 anos na região, teria construído sua casa em área verde.
“Recebemos uma notificação no dia 28 de fevereiro, já no finalzinho da tarde. A notificação dizia que nós tínhamos invadido a área verde e, por isso, eu tinha que desmobilizar a área que invadi, que eram 154 metros quadrados, destruindo tudo e devolvendo o terreno”, disse Mauro.

Em sua defesa, o morador afirma que não invadiu área verde. Segundo ele, a região de mata protegida começa no final do barranco e, como parte dele já desmoronou, sua casa agora fica próxima à área.
Além disso, ele relatou que se sentiu intimidado pela forma como o órgão da prefeitura realizou a abordagem — com a presença de duas viaturas da Guarda Municipal e cerca de oito agentes armados com pistolas e espingardas calibre 12.
“Eles vieram com a Guarda Municipal, né, e é uma forma de intimidar quem tiver que se intimidar. Eu perguntei ao fiscal por quê, e ele disse que eles andam assim porque muitas pessoas reagem, recebem mal. Eu disse que não era o nosso caso, que eu não tinha nada a temer, não fiz nada e não precisava de todo aquele aparato”, declarou.
Mauro Risuenho afirma que a situação foi traumática e que sua esposa “passou mal”, relacionando a medida como “represália por reivindicar os nossos direitos”. Entretanto, o morador afirma que conseguiu recorrer novamente à Justiça e obteve a suspensão da multa. A ordem de reparo da rua ainda corre dentro do prazo.
“Até minha esposa passou mal, ela sofre de pressão alta. Mas a gente superou isso aí, porque, por reivindicar os nossos direitos, acabamos sofrendo represália. Mas, para finalizar, nós temos uma liminar que obriga a prefeitura a fazer o reparo do desbarrancamento e outra liminar que suspende tanto a notificação quanto a multa”, concluiu.
Questionada sobre a situação, a Prefeitura de Manaus ainda não se pronunciou. O espaço segue aberto.






