Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Festival Folclórico de Parintins foi destaque no programa “Encontro” com Patrícia Poeta nessa sexta-feira, 23/1. Na edição, o carnavalesco e comentarista Milton Cunha exaltou a participação dos artistas parintinenses no carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Milton destacou que essa participação começou em 1994 e que as técnicas robóticas das alegorias, surgidas em Parintins, se tornaram referência em todo o país.
“Na ilha de Tupinambarana eles têm que se virar, porque, como é na fronteira do Pará com o Amazonas, lá é corda, é roldana de madeira, eles puxando as coisas e os bonecos piscando e mexendo a cabeça. Em 1994, eu sou o primeiro carnavalesco a trazer dois de lá de Parintins”, disse o comentarista no programa.
Com estruturas capazes de realizar elevações, dobras e mergulhos rápidos, os artistas locais se tornaram uma mão de obra altamente valorizada e essencial para os grandes desfiles do carnaval brasileiro.
O Boi Caprichoso, em postagem nas redes sociais, ressaltou a grandiosidade, a técnica e a força criativa que nascem na ilha e que hoje inspiram todo o país. O presidente do Boi Negro, Rossy Amoedo, é um dos responsáveis por fortalecer a ponte entre o carnaval e o boi-bumbá.
“Essa mão de obra acontece tanto com a possibilidade na robótica quanto nas possibilidades de dobras e mergulhos. Esses artistas se tornaram uma mão de obra muito essencial para o carnaval do Rio e de São Paulo”, disse o presidente.
O reconhecimento reforça a importância do Festival Folclórico de Parintins como celeiro de talentos e evidencia a contribuição dos artistas para a grandiosidade dos desfiles do carnaval brasileiro.












