Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Simone Andrade, viúva do compositor amazonense Paulo Onça, comentou em entrevista exclusiva ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS nesta sexta-feira, 10/10, sobre a decisão da Justiça do Amazonas que definiu que Adeilson Duque Fonseca, o “Bacana”, será levado a júri popular pela morte do seu esposo.
A decisão foi assinada nessa quinta-feira, 9, pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus. O caso teve início em dezembro de 2024, após um desentendimento no trânsito que terminou em agressão. Simone Andrade afirma viver um “misto de sentimentos” diante da decisão.
“É um alívio por um lado, mas a gente fica com aquela tensão. Como companheira do Paulo Onça, a família e os amigos têm muita fé na justiça dos homens e de Deus. Foram quatro meses, todos os dias dentro desse fórum, pedindo que impulsionassem o processo, porque foi um crime bárbaro. Eu digo que meu coração estava sangrando”, relatou a viúva.
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Paulo Onça ficou cinco meses internado após as agressões, com traumatismo craniano grave, mas não resistiu às complicações e morreu em maio deste ano. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) denunciou o acusado por homicídio qualificado, apontando motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Imagens de câmeras de segurança, que registraram a ação, foram fundamentais para comprovar a violência. “Graças a Deus existiam aquelas câmeras, porque elas falam por si. Mostram a brutalidade da agressão e como o Paulo não teve defesa em momento nenhum. Foi uma agressão cruel. O Paulo sofreu muito”, afirmou Simone.

Apesar da gravidade do caso, o agressor continuará respondendo em liberdade, cumprindo medidas cautelares como o comparecimento periódico à Justiça. O processo segue agora para a fase de recursos, e o julgamento no Tribunal do Júri será marcado após o fim dessa etapa. Para Simone, o caso vai além da dor pessoal.
“Quantos Paulo Onça não têm pelo Brasil e pelo mundo? Esse caso serve de exemplo para mostrar que a violência no trânsito precisa parar. Hoje, as pessoas perderam a empatia. O carro encosta no outro e já saem agredindo. Ele lutou como uma verdadeira onça até os últimos momentos e merece justiça”, concluiu Simone.












