Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O engenheiro florestal Jhassem Antônio Silva Siqueira, 49, analista de sustentabilidade do Memorial Chico Mendes, está há 11 dias em Belém participando da COP30. Ele integra a caravana do Amazonas, que encerra as atividades e retorna a Manaus nesta terça-feira, 18/11.
A delegação participou da conferência para discutir propostas de revitalização da cadeia da borracha, iniciativa conduzida pelo Memorial Chico Mendes em parceria com instituições como WWF, Fundação Michelin, Conexos, Imaflora e 13 associações de seringueiros de Pauini, Canutama, Manicoré, Novo Airão, Itacoatiara e Eirunepé.
“Participamos da programação no Espaço Chico Mendes, em parceria com a Fundação Banco do Brasil, e também do Porongaço, ação que busca sensibilizar os participantes da COP sobre a importância do trabalho extrativista para a valorização do território, geração de renda, resgate da cultura amazônica e fortalecimento dos produtos da sociobiodiversidade”, disse Jhassem ao Rios de Notícias nesta segunda-feira, 17.
Avanços e aprendizados
Jhassem avalia que a caravana retorna com resultados significativos, especialmente após conhecer iniciativas da Embrapa voltadas a sistemas agroflorestais, soluções tecnológicas e alternativas de renda sustentáveis.
O engenheiro também destacou a visita ao Rainbow Warrior, navio símbolo do Greenpeace, além do contato com a Green Zone, espaço que reúne sociedade civil, instituições e lideranças globais da agenda climática. Segundo ele, a forte presença indígena e a variedade de produtos da sociobiodiversidade foram pontos altos da programação.

Troca de experiências
A COP30 também proporcionou, segundo Jhassem, uma troca de experiências fundamental entre pesquisadores e lideranças dos estados do Norte e Nordeste, fortalecendo ações coletivas ligadas à sociobiodiversidade.
Um dos momentos marcantes, afirmou ele, foi a participação na mesa “Borracha Nativa na Amazônia: Estratégias Multissetoriais para o Fortalecimento da Cadeia”, realizada na Casa Nairé, que reuniu Imaflora, Michelin, Conexus, WWF, a marca Veja e diversas associações de produtores.
“Foi uma discussão muito rica, com grande conexão da plateia, e a oportunidade de apresentar os resultados de três anos de esforços para revitalizar uma cadeia essencial cultural, econômica e ambientalmente para a Amazônia”, destacou.
Espaço Chico Mendes


O engenheiro também ressaltou o impacto positivo do Espaço Chico Mendes, criado especialmente para a COP30, que reuniu instituições da região Norte em uma programação contínua de debates e atividades culturais.
“A parceria entre o Comitê Chico Mendes, o Museu Paraense Emílio Goeldi e a Fundação Banco do Brasil foi extremamente positiva. Fortaleceu nosso trabalho, ampliou nossa rede de contatos e impulsionou ações voltadas à manutenção da floresta e ao fortalecimento das associações extrativistas”, concluiu.












