Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Justiça do Amazonas revogou a prisão preventiva do médico Humberto Fuertes Estrada, investigado pela morte de um bebê durante um parto no município de Eirunepé, no interior do estado. A decisão foi assinada na segunda-feira, 6/4, e ele passará a responder ao processo em liberdade.
O caso ocorreu no dia 22 de novembro de 2025. De acordo com as investigações, o médico estava de sobreaviso, mas não atendeu aos chamados da equipe durante o parto.
Imagens que viralizaram nas redes sociais mostram o médico em um bar churrascaria na companhia de outras pessoas. Segundo a polícia, o grupo consumia bebidas alcoólicas no local. Ele só chegou ao hospital horas depois, quando o bebê já havia morrido.
Após o caso, o médico deixou a cidade e foi localizado e preso pela Polícia Federal em Manaus. Ele estava detido há cerca de 130 dias.
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Na decisão, o juiz considerou que houve demora no andamento do processo por motivos alheios à defesa, como a ausência de promotor em audiência, o que levou ao adiamento da instrução sem nova data definida. Para o magistrado, manter a prisão nessas condições poderia configurar antecipação de pena.
A Vara Única de Eirunepé também avaliou que a prisão preventiva se tornou desproporcional, já que parte das testemunhas já foi ouvida e o médico está afastado das funções, reduzindo o risco de interferência no processo.
Com isso, a prisão foi substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair da comarca de Manaus sem autorização judicial e o impedimento de contato com testemunhas.
Antes, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia mantido a prisão preventiva, citando a gravidade do caso, o risco de fuga e a possibilidade de interferência nas investigações.






