Redação Rios
AMAZONAS (AM) – Manaus faz 356 anos, mas ainda tem muito o que melhorar e a mudança deveria começar por um novo prefeito. Essa é a visão da Professora Maria do Carmo, pré-candidata ao Governo do Amazonas (PL) e que concorreu como vice-prefeita nas eleições de 2024. A empresária continua fiscalizando a atual gestão, ouvindo a população e cobrando melhorias, como reforça em entrevista ao Rios de Notícias.
1 – Com a experiência de ter feito um plano de governo e colocado o seu nome à disposição da população como candidata à vice-prefeita em 2024, qual deveria ser a prioridade da gestão neste 2025 e o presente a ser entregue para Manaus?
O melhor presente para Manaus seria um novo prefeito, porque Manaus está precisando de um gestor de verdade, de alguém que ame a cidade e queira cuidar dela, afinal, quem ama cuida e, definitivamente, não temos visto a atual gestão municipal fazer isso. Sobre as prioridades, são muitas, principalmente qualidade de vida. Isso envolve mais saúde, educação, infraestrutura adequada, um transporte digno, mais segurança, tudo o que não temos hoje. Então, repito o que disse na campanha de 2024: Manaus precisa de um choque de gestão!
2 – Suas críticas à gestão falam de trânsito, transporte, segurança pública, educação e saúde. Como alguém que escuta as pessoas todos os dias sobre esses problemas, qual seria o melhor caminho para resolver as urgências nessas áreas?
São áreas distintas, mas tudo se converge na falta de planejamento e de projetos sérios que tragam soluções reais para a vida das pessoas, não esse faz de conta, essa maquiagem, que só gasta dinheiro público, mas não vemos soluções para problemas antigos. Na saúde, por exemplo, o que falta para fazer parcerias com hospitais privados, que possam atender pelo SUS nas suas horas ociosas? São Paulo fez isso e zerou a fila. O mesmo pode ser feito para reduzir o déficit das creches. Soluções existem, falta vontade de fazer, falta investir o dinheiro público onde se deve e falta olhar para as pessoas e não para os próprios interesses.
3 – Você disse que se pudesse dar um presente para Manaus seria um novo prefeito. Que perfil deveria ter esse novo gestor e qual deveria ser sua principal missão ao comandar uma cidade grande e importante como a nossa?
Manaus e o Amazonas precisam de políticos com experiência em gestão, como olhar inovador, que pense no futuro. Chega de mais do mesmo. A gente não pode mais – e digo a gente porque também me incluo junto da população de Manaus – apostar o nosso futuro nas mãos de pessoas sem capacidade para administrar. Você entraria em um avião com um piloto que nunca pilotou? Claro que não! Na política é do mesmo jeito. Como entregar o comando da cidade, do Estado e do seu futuro para alguém que nunca administrou nada. Eu sei administrar, planejar e realizar. Esse é o meu trabalho. A gente precisa de pessoas capacitadas para governar, e mais, pessoas bem-intencionadas, movidas de espírito público e vontade de transformar a vida das pessoas para melhor.
4 – Apesar dos problemas e desafios, Manaus tem grande potencial para se tornar uma das principais cidades do país no turismo e na economia, por exemplo. O que você espera para a Manaus dos próximos anos?
Espero mudança! E a gente só vai mudar Manaus e o Amazonas se mudar a política. Somos uma cidade e um país ricos com um povo pobre. Orçamentos bilionários e não vemos melhorias na qualidade de vida. Temos tantas belezas naturais, Manaus deveria ser uma das cidades mais desenvolvidas e estratégicas do Brasil, deveríamos fazer jus ao título de capital da Amazônia, mas falta compromisso por parte de quem deveria cuidar da cidade de seus munícipes. Então, meu desejo para o futuro de Manaus é novos ares de esperança cheguem ao nosso povo.
5 – Você está como pré-candidata à governadora do Estado, podendo se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo no Amazonas. Qual mensagem deixa nesta data comemorativa para a cidade de Manaus e para o povo amazonense que vê na capital um espelho de melhoria para suas cidades?
Eu nasci aqui, sou filha dessa terra, e nunca pensei em deixar Manaus. Amo a minha cidade, por isso decidi entrar para a política, porque assim como a maioria da população já não consigo mais olhar nossa cidade e nosso Estado sendo negligenciados. Tudo o que faço hoje é um gesto de retribuição a tudo o que Manaus me ensinou e me permitiu ser. É dia de celebrar 356 anos da coragem de um povo que se reinventa e não perde a esperança. Meu desejo para minha cidade querida é de mudança, que começa com ‘M’ de Manaus e que haverá de se espalhar para todo o nosso Amazonas, com mais oportunidade e dignidade para o nosso povo.






