Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A cunhã-poranga do Boi Caprichoso, Marciele Albuquerque, afirmou que pretende investir parte do valor que vier a faturar no BBB 26 na produção e comercialização de farinha de mandioca no município de Juruti, no Oeste do Pará. A informação foi divulgada nas redes sociais nesta quarta-feira, 4/2.
De acordo com publicação feita nas redes sociais da cunhã-poranga, a história de Marciele vai além da participação no reality show e da atuação como item oficial do boi-bumbá Caprichoso. A influenciadora mantém uma relação antiga com a produção de farinha, atividade tradicional na região onde passou a infância.
Em entrevista ao programa Globo Rural, a mãe de Marciele, Neia Albuquerque, contou que o interesse da filha surgiu ainda quando moravam em uma comunidade rural de Juruti, onde a produção de subsistência é comum entre famílias indígenas, ribeirinhas e do campo.
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Infância
Segundo Neia, desde os três anos de idade Marciele já acompanhava a rotina da casa de farinha e demonstrava curiosidade pelos processos de produção. “Ela sempre pedia uma faca para ajudar a descascar a mandioca. Então, dávamos uma sem corte e uma mandioca pequena para ela ir aprendendo”, relatou.
Mesmo morando atualmente em Manaus, Marciele continua envolvida com a atividade sempre que visita a família. De acordo com a publicação, ela participa de todas as etapas do processo, do plantio à colheita e à preparação final dos produtos. “Ela se envolve em todo o ciclo de produção”, afirmou a mãe.


Investimento
Com a premiação do BBB 26, que pode ultrapassar os R$ 5 milhões, Marciele planeja investir na construção de uma casa de farinha mecanizada. Atualmente, a família depende da produção artesanal de derivados da mandioca, como farinha amarela, farinha de tapioca e tucupi.
A mecanização, segundo a publicação, permitiria reduzir o esforço físico, tornar o processo menos desgastante, aumentar a produtividade e contribuir para o fortalecimento da economia local.
Para Marciele, o investimento também representa uma forma de retribuição à atividade que marcou sua trajetória. Parte da renda obtida com a produção de farinha ajudou a custear despesas nos primeiros meses em que se mudou para Manaus. “Esse dinheiro contribuiu para os estudos e para a permanência dela na cidade”, concluiu Neia.
Panorama da produção
Dados do Censo Agropecuário de 2017 mostram que, em regiões tradicionais do Pará, como a região Bragantina, mais de 72% dos estabelecimentos rurais possuem casa de farinha própria como meio de produção.
As casas de farinha são unidades de processamento artesanal ou semi-industrial, comuns em áreas rurais do Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, e são dedicadas à transformação da mandioca em produtos como farinha, tapioca, tucupi e goma.






