Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Durante uma conversa com Leandro, a cunhã-poranga do Caprichoso, Marciele Albuquerque, enalteceu o Festival das Tribos Indígenas de Juruti (Festribal) e comentou suas semelhanças com o Festival de Parintins nesta quinta-feira, 29/1.
Com orgulho, Marciele falou sobre a tradição de Juruti, município do Pará, e explicou as diferenças e semelhanças entre os dois festivais. Além de valorizar a cultura local, ela reafirmou seu desejo de conquistar a liderança no Garantido para levar o tema do Festival de Parintins para sua apresentação.
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Parceria cultural
Marciele também destacou a parceria entre Juruti e Parintins em prol da cultura e da arte. Segundo ela, artistas de Parintins participam do Festribal, e grupos de Juruti se apresentam no Amazonas. “Rola uma parceria pela arte e pela cultura, entendeu?”, afirmou.
Sobre as comparações entre os festivais, a cunhã-poranga explicou que o ritmo do Festribal é baseado no canto indígena, enquanto em Parintins a base é a toada. “Lá em Parintins é cabocla, perinha, indígena, quilombola… Digamos que fala da Amazônia em geral, sabe?”, explicou.
Festribal
O Festival das Tribos Indígenas de Juruti, no Pará, resgata a cultura e a ancestralidade indígena por meio de espetáculo com danças, cantos e alegorias cênicas. Todos os anos, as tribos Munduruku, com cores vermelho e amarelo, e Muirapinima, com vermelho e azul, disputam no Tribódromo.
O evento surgiu como ramificação do Festival Folclórico de Juruti, que incluía apresentações de cordões de pássaros, quadrilhas, bumba-meu-boi e carimbó.
Desde 2008, o Festribal é considerado Patrimônio Cultural do Pará (Lei Estadual nº 7.112) e também é reconhecido como Patrimônio Cultural do Município de Juruti (Lei Municipal nº 1.010/2011).
Assim como no Festival de Parintins, cada apresentação das tribos é avaliada por jurados que atribuem notas em quesitos técnicos e artísticos.






