Iris Fontenele – Rios de Noticias
BRASIL – A Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco da 3ª edição da Marcha para Exu, nesse domingo, 17/8, evento que combinou espiritualidade, resistência cultural e arte para celebrar o Orixá Exu e combater a intolerância religiosa.
Com grande participação de praticantes de religiões afro-brasileiras, como umbanda e candomblé, a marcha destacou-se pelo lema: “Nunca foi sorte, sempre foi macumba”, buscando desconstruir estereótipos e promover o respeito às tradições de matriz africana.
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Crescimento e significado do evento
Criada em 2023, a marcha ganhou força neste ano, reunindo milhares de pessoas, reflexo do crescimento de adeptos dessas religiões no Brasil. Os participantes vestiram preto e vermelho, cores associadas a Exu, e doaram 1 kg de alimento não perecível por pessoa, destinados a comunidades vulneráveis, unindo fé e ação social.
O evento teve como objetivo combater a associação entre Exu e figuras malignas. Durante a marcha, cartazes e falas de organizadores reforçaram que Exu “não é o demônio, mas uma força da natureza que representa caminho, proteção e união”.
Apesar do clima pacífico, houve um breve incidente com um grupo evangélico que distribuía panfletos contra Exu, lembrando a tensão histórica entre as comunidades. No entanto, os organizadores reforçaram que a marcha é um ato de resistência e educação.
Um marco para a diversidade religiosa
A Marcha para Exu consolidou-se como espaço de visibilidade e orgulho para religiões afro-brasileiras, desafiando preconceitos enraizados.
Além do aspecto religioso, o evento foi um espetáculo cultural, com apresentações de maracatu, capoeira, samba de roda e performances artísticas. Barracas distribuíram comidas sagradas, como acarajé, e artesanato de inspiração afro.






