Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT), pré-candidato ao Senado, avaliou de forma positiva os números das pesquisas eleitorais em que aparece na disputa, apesar de ainda não ter iniciado oficialmente a pré-campanha. A análise foi feita durante entrevista à Rede Onda Digital, na terça-feira, 6/1.
Ramos argumentou que levantamentos eleitorais representam apenas um retrato do momento e não o desfecho da eleição. “Pesquisa é fotografia, não é o final do filme”, afirmou.
Ainda assim, destacou que os dados atuais o colocam em uma posição melhor do que ele próprio projetava para este estágio do processo eleitoral. “A fotografia de hoje, eu tô bonito demais na foto, muito mais bonito do que eu esperava estar nesse momento”, disse.
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Sem apoios
Segundo o ex-parlamentar, o desempenho ganha ainda mais relevância diante do fato de que sua pré-candidatura não contou, até agora, com apoio de políticos tradicionais.
Ele ressaltou que não recebeu gestos públicos de apoio do presidente Lula (PT), nem dos senadores Omar Aziz (PSD) ou Eduardo Braga (MDB), além de não ter feito visitas ao interior do estado, atos de pré-campanha ou reuniões políticas desde o fim da eleição de 2022 em que não conseguiu se reeleger para Câmara dos Deputados.
Mesmo assim, Ramos destacou que aparece com 21% das intenções de voto, atrás apenas de nomes já consolidados no cenário político.
“O governador [Wilson Lima] tem 26%, o Plínio [Valério] tem 28%, o Alberto [Neto] tem 30%, eu tenho 21%”, enumerou, ao citar os dados da pesquisa.
O petista também chamou atenção para os recortes mais detalhados do levantamento, especialmente os cenários de segundo voto.
Segundo ele, a pesquisa Comunidados foi a única a divulgar esses cruzamentos e indicou um desempenho competitivo. “Quando tira o governador Wilson Lima, quem mais ganha o segundo voto sou eu”, afirmou.

Outro ponto destacado por Marcelo Ramos foi o índice de rejeição. De acordo com ele, sua taxa é menor do que a de adversários diretos na disputa. “Eu sou o quarto na rejeição. Wilson, Eduardo e Alberto Neto têm rejeição maior do que a minha”, disse.
Para o ex-deputado, a soma desses fatores, intenção de voto, desempenho em cenários alternativos e rejeição mais baixa, reforça o potencial eleitoral de sua pré-candidatura. “O conjunto da obra das informações dos dados mostram que é uma candidatura viável”, concluiu.
A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 19 de dezembro de 2025, com 2.000 entrevistados por telefone em todo o estado do Amazonas, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.






