Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O pré-candidato ao Senado, Marcelo Ramos (PT), reagiu com dureza à renúncia simultânea do governador Wilson Lima (União) e do vice Tadeu de Souza (PP).
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Ramos classificou o ato como a “página mais vergonhosa da história política do Amazonas” e chamou os agora ex-gestores de “aventureiros”.
Além das críticas, o político sinalizou que pode entrar na disputa indireta na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para o cargo de governador tampão.
Para Marcelo Ramos, a saída conjunta da chapa eleita em 2022 não foi um movimento administrativo de rotina, mas sim um desrespeito ao voto popular. Segundo ele, o estado foi deixado à própria sorte para atender a interesses eleitorais.
“Wilson Lima e Tadeu de Sousa só confirmaram serem dois aventureiros e dois irresponsáveis, que receberam a honraria maior do povo do Amazonas e que agora se julgam capazes de terceirizar isso para alguém que não foi eleito para tal”, afirmou Ramos.
O petista criticou o que chamou de “conchavos e negociatas”, afirmando que as regras de sucessão foram distorcidas para servir de trampolim político. “Eles esqueceram de combinar com o povo, e muito em breve serão derrotados”, completou.
Candidatura ao Senado e ‘Governo Tampão’
Embora tenha reafirmado que sua meta principal é a disputa ao Senado Federal, onde promete “enfrentar e desmoralizar Wilson Lima” nas urnas, Marcelo Ramos não descartou disputar a eleição indireta que ocorrerá na Aleam nos próximos 30 dias.
A estratégia seria usar a candidatura a governador tampão como uma plataforma para denunciar as falhas da gestão que se encerrou precocemente e oferecer um contraponto ao nome que será indicado pelo grupo de David Almeida e Roberto Cidade.






