Gabriel Lopes – Rios de Notícias
RIO – A culinária amazonense sem dúvidas é amada por todos aqueles que tem a oportunidade de experimentá-la. Para quem é da “terrinha” e está morando longe de casa, estabelecimentos como o “Manicumã”, que oferta a autêntica comida de Manaus no Rio de Janeiro, são uma boa pedida.
No cardápio, pratos tradicionais como: caldeirada de Tambaqui, tacacá, x-caboquinho, tapiocas; açaí puro; farofas típicas; e muito mais. Estes são alimentos que fazem parte do cotidiano amazônico e se tornam mais uma opção culinária para os cariocas.
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Para Luana Genésio, que gerencia o espaço juntamente com seu esposo, Bruno de Lucas, a ideia de se fazer um restaurante com pratos genuinamente amazonenses surgiu da necessidade de uma fonte de renda extra, além de ser uma oportunidade de investir em um mercado pouco explorado no Sudeste.
“Eu comecei a pensar no fato de eu ter tido essa experiência em Manaus, sempre trabalhando em restaurante e eu e meu esposo conversamos com meu padrasto para alinhar uma logística. Começamos vendendo o tradicional x-caboquinho em feiras, pois vimos que era um produto que não encontrávamos com facilidade nestes locais”, comentou a empresária.


A proprietária do “Manicumã” explica que muitos de seus clientes são amazonenses, no entanto, uma parte considerável do público é de cariocas e de pessoas de outros estados, que buscam uma oportunidade para conhecer a culinária amazônica.
“Isso para gente é muito gratificante. E eles se surpreendem muito porque a nossa culinária tem um sabor muito intenso e específico. E assim que eles comem, ficam encantados e apaixonados. No final eles concordam que fato não tem um comparação com nada, é um sabor único”, relatou Luana Genésio.
Logística
Os produtos regionais são comprados em Manaus e enviados por transportadores aéreos até o Rio de Janeiro. Luana Genésio explicou que a maior dificuldade é a distância, que além do alto custo, demanda um longo tempo de deslocamento.
“Agora a gente está fazendo um estoque maior para não precisar ficar dependendo do próximo envio para chegar. Nós estamos conseguindo expandir e ter um estoque que a gente consiga fazer isso e aos poucos estamos evoluindo. Como o transporte é caro, querendo ou não, isso acaba refletindo no consumidor final”, detalhou a proprietária.






