Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – “Manaus tá um caos”, afirmou a jovem Bárbara Silveira em publicação nas redes sociais, ao comentar, durante suas férias, a situação atual da capital amazonense.
Em postagem nas redes, ela afirma que é natural do Pará, morou por 29 anos em Manaus, mas atualmente reside em Santa Catarina. Bárbara destaca os problemas encontrados durante sua passagem pela capital, como buracos nas ruas, falta de saneamento básico e lixo espalhado em diversas vias.
“Manaus tá um caos instaurado na terra e estou desacreditada. Eu sou paraense, morei em Manaus a minha vida inteira. Hoje eu não moro mais, eu moro em Santa Catarina e vim passar as férias na casa da minha mãe. Eu chego em Manaus, que está só buraco, insuportável dirigir. Colocaram uns radares, mas o saneamento básico está péssimo, tem mato tomando conta da cidade inteira e eu tô sem palavras”, disse ela.
A jovem destaca que Manaus não estava nessa situação antes e manifesta indignação com o abandono, que atribui à gestão municipal.
“É muito frustrante sair de uma cidade que só evolui, como Santa Catarina, e chegar em Manaus e ver a cidade do jeito que está, especialmente considerando que já foi a segunda cidade mais rica do país. Se eu, que não moro mais aqui, fiquei extremamente incomodada com a situação, imagina as pessoas que vivem aqui”, afirmou ela.
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Gestão de David Almeida e ranking nacional
A gestão do prefeito David Almeida colocou Manaus entre as piores capitais do país em eficiência da administração pública, segundo o Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e divulgado na terça-feira, 21/1.
A capital amazonense ocupa a 10ª pior posição entre as 27 capitais brasileiras no pilar Funcionamento da Máquina Pública.
O levantamento avalia a eficiência administrativa das prefeituras e o impacto da gestão pública na competitividade das cidades. Manaus aparece na 17ª posição entre as capitais dos estados e do Distrito Federal. De acordo com o CLP, o pilar Funcionamento da Máquina Pública tem peso de 9,3% na composição do ranking geral.
O estudo considera indicadores como custo das funções administrativas e legislativas, qualificação dos servidores públicos, qualidade das informações contábeis e fiscais, nível de transparência e tempo necessário para abertura de empresas. A metodologia busca medir o quanto a máquina pública contribui — ou dificulta — a criação de um ambiente produtivo.












