Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A capital amazonense foi novamente encoberta por fumaça na tarde desta segunda-feira, 30/10. Depois de um período chuvoso que fez diminuir os focos de incêndio no Amazonas, mais uma vez, a cidade que já sofre a maior vazante da história voltou a ser cenário do ar com pior qualidade, deixando os moradores em uma situação desconfortável. No domingo, 29, a fumaça já surgia em várias zonas da cidade.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as fumaças são resultado de queimadas oriundas na região Metropolitana.
Além de prejudicar a respiração, a visibilidade também fica comprometida para os condutores de veículos, que são afetados com a onda de fumaça.
Leia também: Dia Mundial da Psoríase: conscientização, tratamento e combate

De acordo com o sistema “Selva”, desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a Zona Sul é a mais afetada. A qualidade do ar entre 125 e 160 é considerado péssima, como se pode verificar no mapa, o Morro da Liberdade atingiu o nível 176. Na Vila Buriti, também na zona Sul, o índice chegou a 158,9 e depois 138.8.
No Parque Dez, zona Centro-Sul da cidade, o índice indicou nível do ar de 128.2.

Após duas semanas de pausa da onda de fumaça que chegou a encher as unidades de saúde com pessoas acometidas com problemas respiratórios, o problema volta a apavorar a região.
Em nota, a prefeitura de Manaus confirmou que a fumaça tem origem nos municípios da Região Metropolitana de Manaus, de acordo com dados do programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e que foram levantados pela Prefeitura de Manaus, via Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).
A nota aponta os seguintes dados:
Foram registrados 243 focos de queimadas em todo o Amazonas. Sendo nos municípios da Região Metropolitana de Manaus:
Presidente Figueiredo (17); Autazes (14); Careiro da Várzea (13); Careiro (12); Itacoatiara (10) e Rio Preto da Eva (2).
Esse levantamento foi feito baseado nos dados colhidos neste domingo e segunda-feira, 29 e 30/10, até as 17h30.
A capital amazonense, desde sexta-feira, 27/10, segundo dados do Inpe, não registra nenhum foco de queimada.
Ações
A Prefeitura de Manaus realiza, desde junho, a campanha Manaus Sem Fumaça. São ações de educação ambiental, blitze ambientais (nas saídas da cidade), além de sensibilização nas escolas (públicas e privadas) e empresas do polo industrial.
Todos os dias, a Semmas tem feito um trabalho de rega, nos principais canteiros da cidade e nos parques administrados pelo órgão. Além disso, toda quarta-feira, as equipes de arborização e de educação ambiental estão em uma zona da cidade fazendo a campanha Manaus Sem Fumaça, distribuindo informativos e orientando a população.
Pelo menos 25 mil pessoas já foram alcançadas por essas iniciativas, fora as campanhas publicitárias nos veículos de comunicação e nos meios tradicionais como jornais, outdoors, mobiliário urbano, entre outros. Além disso, tem o combate às ocupações irregulares que a Semmas realiza em parceria com as forças de segurança do Estado.
E para combater as queimadas na Região Metropolitana, a Semmas, em parceria com a Associação Amazonense de Municípios (AAM), criou o Comitê Permanente de Gestão Ambiental da Região Metropolitana de Manaus, que tem o objetivo de unir esforços e debater estratégias para atuar contra as queimadas, diz a nota






