Nicolly Teixeira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O ator Malvino Salvador e a lutadora Kyra Gracie gravaram um vídeo com dicas de autodefesa voltadas para mulheres em ambientes fechados. A iniciativa foi motivada pelo caso de Juliana Garcia dos Santos, brutalmente agredida com 61 socos pelo namorado, o ex-jogador de basquete Igor Cabral, dentro de um elevador, na zona Sul de Natal (RN).
No vídeo, o casal simula possíveis situações de violência doméstica e ensina como reagir de forma rápida e objetiva. Enquanto Malvino interpreta o agressor, Kyra, que é faixa-preta de jiu-jitsu, demonstra técnicas que podem ser utilizadas por mulheres em momentos de risco.
“Quando caio, preciso usar as pernas para me defender. Não posso ficar vulnerável. Minha perna vai chutar tanto o joelho quanto o rosto, esperando a oportunidade para sair daquela situação. O joelho é um alvo importante, pois impede que ele me siga. Assim que me sentir segura, levanto e fujo”, explica a lutadora.
Kyra também orienta sobre como se proteger caso a agressão continue. Segundo ela, a vítima deve encurtar a distância, aplicar um golpe direto e proteger a cabeça encostando-a nas costas do agressor, o que reduz a chance de novos ataques e aumenta as chances de fuga.
“Se ele vier me agredir, eu encurto a distância, dou um chute forte e vou para as costas dele. Grudo minha cabeça para não receber golpes e aproveito o momento para fugir”, orienta.
Malvino Salvador alerta para sinais iniciais de comportamentos abusivos e destaca a importância de não se isolar com indivíduos violentos.
“Percebeu que a pessoa é violenta ou está alterada, você não deve entrar no elevador com ela de jeito nenhum. A violência começa antes: é quando o cara pega forte no braço, é agressivo nas palavras, tenta te humilhar. Isso já é agressão”, afirmou.
O casal também defende que o ensino de autodefesa deve começar na infância, como forma de empoderamento e prevenção.
“Se você está em um relacionamento como esse, saia agora, porque isso pode custar a sua vida. Mulheres, aprendam a se defender. Ensinem suas filhas também, para que saibam se proteger no futuro”, concluem.
O caso de Juliana Garcia reacendeu o debate sobre violência contra a mulher em ambientes domésticos e reforçou a importância da informação, da prevenção e do apoio institucional às vítimas.






