Nayandra Oliveira – Rios de Notícias
RIO DE JANEIRO (RJ) – Uma mãe de 34 anos ganhou grande repercussão nas redes sociais após expor o filho, de 15 anos, ao descobrir que ele mantinha um perfil paralelo no TikTok onde publicava conteúdos com teor machista, associados à chamada ideologia “redpill”, com o objetivo de ganhar visibilidade.
O caso veio à tona depois que a mulher, manicure e moradora do Rio de Janeiro, recebeu alertas de familiares sobre o comportamento do adolescente na internet. Ao acessar a conta, ela se deparou com publicações ofensivas, incluindo uma frase que comparava mulheres a objetos. Revoltada, decidiu reagir publicamente: gravou um vídeo no perfil do filho criticando o conteúdo e a postura adotada por ele.
“Eu estou aqui na rede social dele para falar dessa frase que ele colocou. É meu filho, mas está errado. Se ele quer viralizar, agora vai viralizar do jeito certo”, afirmou. A gravação ultrapassou milhões de visualizações e impulsionou o debate nas plataformas digitais.
Como medida disciplinar, a mãe retirou o celular do adolescente e suspendeu o acesso às redes sociais por tempo indeterminado. Ela também ressaltou que o comportamento do filho não reflete os valores ensinados em casa. “Aqui a gente respeita as mulheres. Ele vê isso todos os dias. Não aceito esse tipo de atitude”, disse.
Após a repercussão, mãe e filho conversaram sobre o episódio. Segundo ela, o jovem alegou que produzia o conteúdo apenas para engajamento, sem intenção de ofender. Ainda assim, pediu desculpas à família. A mãe, no entanto, reforçou a necessidade de responsabilização e reflexão sobre o impacto desse tipo de discurso.
O caso gerou ampla discussão nas redes sociais sobre os limites da exposição dentro da família, o papel dos pais na educação digital e a influência de conteúdos extremistas entre adolescentes. A mulher também chamou atenção para a reação do público, destacando que se surpreendeu com o apoio recebido por publicações desse tipo, inclusive por parte de mulheres.
Mãe de duas crianças, ela afirma adotar regras rígidas quanto ao uso de telas, especialmente com o filho mais novo, de 5 anos. Para ela, o controle e o diálogo são essenciais na formação dos filhos. “Prefiro ser vista como uma mãe rígida do que permitir comportamentos que desrespeitem outras pessoas. Quero que eles entendam desde cedo que mulher não é objeto”, concluiu.






