Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) esclareceu nesta segunda-feira, 14/7, a prisão de José Uberlane Pinheiro de Magalhães, de 47 anos, e do casal Luiz Armando dos Santos, de 40 anos, e Wesley Fabiano Lourenço de 38 anos, após uma tentativa de adoção ilegal em Manacapuru, a 68 quilômetros da capital.
Conforme a delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada de Polícia (DEP), a ação foi realizada após uma denúncia anônima que apontava que Luiz e Wesley estavam no estacionamento de uma maternidade, aguardando para levar o recém-nascido ilegalmente, com o auxílio de José, que teria recebido pagamentos do casal.
“Um dos homens se apresentou como pai biológico da criança, inclusive chegando a acompanhar o parto e recebeu a DNV [Declaração de Nascido Vivo]. Esse documento propicia o registro da criança em cartório. Ele tentou ainda fazer o registro, entretanto houve uma falha no sistema e ele não conseguiu”, detalhou a delegada.
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Conforme Joyce Coelho, após as diligências, o veículo alugado que o casal utilizava foi localizado em um hotel do município. No entanto, minutos depois, o mesmo carro foi encontrado no estacionamento da maternidade, momento em que os suspeitos foram abordados pela equipe de investigação.
“Os dois estavam bastante nervosos. Primeiramente, um falou que era o pai biológico da criança. Em seguida, eles acabaram relatando que haviam transferido a quantia de R$ 500 para um intermediador do município e este teria indicado essa pessoa que estaria disposta a entregar a criança”, explicou a titular.


Desdobramentos
O casal oriundo de São Paulo (SP) e o intermediador foram presos em flagrante pelo crime de tráfico de pessoas com a finalidade de adoção ilegal. A mãe da criança e a esposa de José Uberlane também devem ser indiciados. As investigações devem continuar a fim de apurar a participação de outras pessoas no esquema ilegal.
“O intermediador relatou para a equipe de investigação que não foi só essa quantia. Ele e sua esposa foram procurados por essa mulher, que relatou que ela estava devendo a um agiota a quantia de R$ 500 e se ele sabia de alguém que queria ficar com a criança. Desde junho esse casal já estava no Amazonas”, comentou Coelho.
Autoridades
A Prefeitura de Manacapuru informou por meio de nota que está colaborando integralmente com a Polícia Civil e o Conselho Tutelar nas investigações sobre a suspeita de tentativa de adoção irregular de um recém-nascido, registrada no último sábado, 12, na Maternidade Cecília Cabral.
Com base na denúncia formal, a equipe da unidade compartilhou dados e imagens com as autoridades, que confirmaram a compatibilidade com a investigação. “Reafirmamos nosso compromisso com a legalidade, a ética e, sobretudo, com a proteção integral das crianças”, conclui a nota.






