Júnior Almeida – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde, referência na análise dos hábitos norte-americanos, publicada nesta quarta-feira, 22/5, aponta que o número de americanos que usam maconha praticamente todos os dias dobrou a quantidade daqueles que bebem apenas álcool.
A mudança ocorre devido a fatores como legislação e a inibição do uso, tendo em vista que em quase metade dos estados americanos, 25 dos 50, permite o uso medicinal e recreativo da droga, sendo um fator crucial para o impulsionamento de mais consumidores.
De acordo com as análises, em 2022, cerca de 17,7 milhões de pessoas relataram usar maconha de forma diária ou quase diariamente, comparado a 14,7 milhões de bebedores diários ou quase diários. Comparando as duas estimativas, em 1992, menos de 1 milhão de americanos relataram que usavam maconha quase todos os dias.
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Nos Estados Unidos, a agência de combate às drogas (DEA) trabalha na reclassificação da maconha, com previsão de que a droga possa entrar em categoria menos nociva. Atualmente, a maconha é classificada na categoria de drogas como heroína e LSD.
Legislação no Brasil
A maconha no Brasil tem histórico antigo. A legislação inicial, de 1830, criminalizou seu uso, continuando com penalidades até a Lei de Drogas de 1988 com a Constituição Federal. Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) está discutindo se o porte de drogas para consumo próprio é crime.
Atualmente o placar sa Suprema Corte está em 5 a 1 desde o último julgamento em 6 de março. O tema começou a ser analisado pelo tribunal em 2015, mas foi suspenso por um pedido de vista do então ministro Teori Zavascki. Em 2017, o ministro Alexandre de Moraes o substituiu e devolveu o pedido de vista ao plenário um ano depois.
Além da definição se o porte é crime ou não, os ministros do Supremo Tribunal Federal discutem a fixação de uma quantidade mínima de maconha para diferenciar um usuário de um traficante.






