Kataryne Dias – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O líder do esquema investigado na Operação Erga Omnes, Alan Kleber Bezerra Lima, utilizava uma igreja evangélica como fachada para esconder drogas e camuflar a atuação da organização criminosa em Manaus. A informação foi detalhada pela Polícia Civil do Amazonas, por meio do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
Segundo o delegado titular da unidade, Marcelo Martins, Alan Kleber, que está foragido, frequentava uma igreja na região do bairro Zumbi dos Palmares e se apresentava como evangélico para afastar suspeitas sobre as atividades ilícitas.
“Ele se disfarçava como uma espécie de evangélico, frequentava a igreja, usava as roupas da igreja e, em uma ocorrência anterior, escondeu drogas dentro do templo. Temos também outro alvo que morava dentro dessa igreja”, afirmou o delegado.
De acordo com a Polícia Civil, o uso do espaço religioso funcionava como estratégia de camuflagem social, dificultando a identificação do grupo e permitindo que o tráfico de drogas continuasse operando sem levantar suspeitas.

A Operação Erga Omnes investiga crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. A análise de celulares apreendidos indicou que Alan Kleber mencionava supostas ligações com integrantes do Poder Judiciário e agentes políticos, o que, segundo a polícia, poderia facilitar a manutenção do esquema criminoso. Também é apurada uma possível relação com a Comissão Municipal de Licitação da Prefeitura de Manaus.
As investigações apontaram ainda movimentação superior a R$ 70 milhões em empresas atribuídas a Alan Kleber Bezerra Lima. Registradas no ramo de logística e transportes, as firmas são consideradas de fachada e teriam sido utilizadas para o transporte e a distribuição de entorpecentes.
Além disso, a polícia apura repasses de altos valores feitos por servidores públicos a integrantes da organização, com o objetivo de colaborar com o esquema e fornecer informações internas do poder público.






