Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Durante a sessão da Câmara dos Deputados realizada ontem, quarta-feira, 11/6, o líder do Partido Liberal (PL), deputado federal Sostenes Cavalcante (PL-RJ), criticou duramente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-o de aumentar a carga tributária no país.
O parlamentar se mostrou indignado com o que considera um excesso de novos tributos criados ou restabelecidos pela atual gestão. “O ministro ‘Tachad’ e o presidente descondenado da República já aumentaram, neste curto período de governo, 24 novos tributos e impostos. E eu faço questão de ler um a um para os brasileiros saberem quantos impostos o Lula, o presidente descondenado, e o ‘Tachad’ aumentaram nesse tempo”, declarou, em tom de protesto.
Na ocasião, o deputado listou os tributos que, segundo ele, foram instituídos ou elevados pelo governo federal.
Veja a relação citada por Sostenes Cavalcante:
- Reversão de alíquotas de PIS/COFINS sobre receitas financeiras de grandes empresas;
- Restabelecimento de PIS, COFINS e CIDE sobre gasolina e etanol;
- Imposto temporário sobre exportação de petróleo (9,2% entre março e junho de 2023);
- Exclusão do ICMS da base de cálculo de créditos de PIS/COFINS;
- Taxação das apostas esportivas eletrônicas (BETS);
- Criação de imposto sobre importações via e-commerce (remessas internacionais);
- Aumento do IPI para armas de fogo, munições e similares;
- Elevação do imposto de importação de painéis solares;
- Fim da isenção para importação de veículos elétricos;
- Incidência de IRPJ e CSLL sobre incentivos fiscais estaduais (via ICMS);
- Limitação do uso de Juros sobre Capital Próprio (JCP);
- Criação da taxa “come-cotas” para fundos exclusivos;
- Tributação de rendimentos no exterior (offshores);
- Retorno da cobrança de PIS/COFINS sobre diesel e biodiesel;
- Ampliação da chamada “taxa das blusinhas” (importações abaixo de US\$ 50);
- Retorno e posterior revogação do DPVAT;
- Criação do IVA (estimado em 28%) na Reforma Tributária;
- Instituição do “imposto do pecado” (sobre tabaco, bebidas alcoólicas etc.);
- Tributação sobre altas rendas e dividendos;
- Imposto mínimo de 15% sobre lucros de multinacionais;
- Aumento do imposto de importação de aço e ferro (25%);
- Reoneração da folha de pagamento para municípios e setores produtivos;
- Extinção do PERSE (programa de recuperação do setor de eventos);
- Aumento do IOF sobre operações de crédito, câmbio e previdência.
Cavalcante também criticou a postura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Ele vem aqui, não respeita os parlamentares, chama os deputados do que quer e ainda vira as costas. O que esse desgoverno está esperando para demitir o ‘Tachad’? O Brasil não aguenta mais”, afirmou.
Ao concluir, o deputado defendeu a redução da carga tributária no país: “Vamos sempre lutar contra o aumento de impostos, porque o brasileiro — seja pobre, classe média ou classe alta — não aguenta mais pagar tantos tributos”.






