Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O líder de uma organização criminosa responsável por aplicar golpes em professores da rede estadual de ensino foi capturado em um restaurante de luxo em Manaus na noite de sábado, 8/6.
Rafael Bruno Lima de Souza, conhecido como “Rafa do PCC”, comandava uma quadrilha que falsificava documentos de identidade das vítimas, abrindo contas bancárias em seus nomes e realizando empréstimos consignados de valores entre R$ 50 mil e R$ 80 mil.
A quadrilha obtinha senhas dos servidores públicos por meio de uma empresa de administração tecnológica de autorização de empréstimos consignados, o que permitia a concessão dos empréstimos diretamente na folha de pagamento dos professores.
A investigação aponta que pelo menos 200 professores foram alvos desse esquema, que se baseava no uso ilegal dos dados funcionais dos servidores.
Modus Operandi
O grupo criminoso se subdividia em cinco núcleos. O primeiro era responsável por realizar furtos de documentos de identidade (RGs) em setores de achados e perdidos de instituições públicas, manipulando esses documentos para falsificações.
O segundo núcleo resgatava as senhas de autorização de empréstimos consignados junto às empresas de administração de cadastros dos servidores.
O terceiro atuava diretamente nas agências bancárias, utilizando a documentação falsa para abrir contas e conseguir os empréstimos.
Já o quarto núcleo era responsável por transferir os valores obtidos, via PIX, para empresas de fachada criadas especificamente para lavagem de dinheiro.
Operação Embate
No dia 17 de maio, o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) deflagrou a Operação Embate, resultando na prisão de Kelly Suellen da Silva Alzier, Manoel Franco de Melo Filho, Marcelo Marques Sales, Arthur da Silva Cardoso, Luan Maia Macedo e Gabriela dos Santos Pedroso.
Na ocasião, Rafa do PCC conseguiu fugir na ocasião, mas foi localizado e preso em um restaurante de luxo na capital amazonense.
Além dos golpes aplicados contra os professores, Rafael também é alvo de uma investigação que o aponta como um dos responsáveis por falsificar documentos para uma facção criminosa que atua no tráfico de drogas na região norte do país.
Ele responderá por furto qualificado, organização criminosa, estelionato, falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica e uso de documentos falsos.
Após os procedimentos policiais, Rafael será encaminhado para a audiência de custódia, onde ficará à disposição da justiça.












