Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Em votação apertada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou na quarta-feira, 19/06, a legalização de jogos de azar, como cassino, bingo, jogo do bicho e corridas de cavalo. A bancada do Amazonas se dividiu, com votos favoráveis e contrários.
Todos os três senadores do Amazonas são titulares na CCJ. Eduardo Braga (MDB) não esteve presente na votação, mas se manifestou em entrevista após reunião de líderes realizada na quinta-feira, 20/06, junto com o presidente da casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmando que o projeto será discutido com base em números.
“Quais são os possíveis ganhos com a aprovação do projeto, seja do ponto de vista de crescimento econômico, geração de emprego, geração de renda, geração de tributos, como esses tributos financiarão políticas públicas importantes. E do outro lado, quais são os riscos da aprovação desse projeto de lei, e não esse discurso estereotipado de olharmos as mazelas e não se discutir sobre o que se pode construir a partir disso”, declarou Eduardo Braga.
Plínio Valério (PSDB) foi contra a legalização dos jogos de azar e expressou preocupação com as pessoas mais humildes. O senador argumentou que, se a medida buscasse legalizar apenas jogos em cassinos e resorts, ele seria a favor, “porque no resort só vai quem pode. Só vai rico, jogador de futebol, magnata, mas uma máquina de aposta na porta de uma igreja, de uma drogaria, de uma padaria pode afetar as pessoas mais pobres”.
Ele destacou que o projeto é muito amplo, permitindo jogos online como o polêmico ‘tigrinho’, máquinas caça-níqueis, jogo do bicho, corridas de cavalos, bingo e jogos de cartas como pôquer.
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O senador Omar Aziz (PSD) votou a favor, porém, não entrou na discussão na comissão e também não se manifestou nas redes sociais nem na imprensa. O Portal RIOS DE NOTÍCIAS questionou o parlamentar sobre a justificativa para o voto favorável e os possíveis benefícios para o Amazonas, mas até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta. O espaço segue aberto.
Tramitação
Alvo de críticas de senadores conservadores, o projeto teve apenas dois votos a mais para ser aprovado, com um placar de 14 a 12. O texto foi alvo de adiamentos e muitas discussões na CCJ, principalmente por parte dos senadores ligados a segmentos evangélicos. Agora, o texto segue para o plenário.
Como a CCJ não pediu urgência para a matéria, ainda não há previsão de quando será a nova votação. O relator, Irajá (PSD-TO), deve fazer um pedido de urgência direto ao plenário.






