Redação Rios
MANACAPURU (AM) – A Justiça do Amazonas decretou a prisão preventiva do casal e do agente envolvidos na tentativa de compra ilegal de um recém-nascido no município de Manacapuru. A decisão foi tomada após recurso do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e acatada pela Vara de Garantias do município, com base nas provas apresentadas durante a audiência de custódia.
O MP havia solicitado a conversão da prisão em flagrante para preventiva, diante da gravidade do crime, da possibilidade de fuga e do risco à ordem pública. Inicialmente, a Justiça optou por medidas cautelares alternativas, mas voltou atrás após o recurso apresentado pelo Ministério Público.
Segundo a magistrada responsável, a prisão preventiva se justifica pela gravidade da acusação, pelo fato de os envolvidos terem se aproveitado da situação de vulnerabilidade da mãe e pela ausência de vínculos do casal com o Amazonas, o que poderia facilitar uma fuga ou a prática de novos crimes.
Para o promotor Gérson de Castro Coelho, o Ministério Público tem o papel de zelar pela ordem jurídica e pelos direitos fundamentais. “Cabe ao Ministério Público, como fiscal da lei e defensor da sociedade, analisar com responsabilidade as circunstâncias do crime e as condições pessoais dos envolvidos para garantir que medidas adequadas sejam adotadas”, afirmou.
Entenda o caso
O caso veio à tona na última sexta-feira, 11/7, quando um casal de São Paulo foi preso em flagrante ao tentar sair de um hospital de Manacapuru com um recém-nascido. O bebê seria entregue à dupla mediante o pagamento de R$ 500 à mãe biológica, em situação de extrema vulnerabilidade social.
O dinheiro teria sido repassado pelo casal a um agente local, que intermediou a negociação e entregou a quantia à mãe. A tentativa foi frustrada graças à atuação das autoridades locais.
O caso ganhou repercussão estadual e nacional, reforçando o alerta para crimes envolvendo a exploração de situações de vulnerabilidade social.
*Com informações da assessoria






