Lauris Rocha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) -O delegado Adriano Félix Claudino da Silva, preso na Operação Jeremias 22:17 da Polícia Federal (PF), na última quinta-feira, 22/5, em Manaus, teve a prisão revogada pelo Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). Ele é suspeito de envolvimento em um caso de tortura e sequestro ocorrido no município de Caracaraí (RR).
Segundo informações da Folha de Boa Vista, a juíza Noêmia Cardoso de Sousa determinou, nesta sexta-feira, 23, a soltura do delegado mediante o cumprimento de medidas cautelares:
- Comparecimento bimestral em juízo para informar e justificar as atividades;
- Proibição de contato e aproximação com os demais envolvidos no processo;
- Vedação de se ausentar da cidade onde reside por mais de 15 dias sem autorização judicial;
- Suspensão do exercício das funções públicas atualmente ocupadas.
As mesmas medidas foram impostas à vereadora de Caracaraí, Adriana Souza dos Santos (Republicanos), também presa na operação e posteriormente liberada pela decisão judicial, conforme informou a Folha de Boa Vista.
Leia também: Delegado é preso em operação da PF que investiga policiais por sequestro e tortura
Relembre o caso
As investigações indicam que policiais do Amazonas teriam sequestrado e torturado um homem suspeito de envolvimento no roubo de cassiterita, com o objetivo de forçá-lo a revelar o destino da carga. Policiais de Roraima também estariam envolvidos na ação.
Segundo a Polícia Federal, os suspeitos formavam um grupo criminoso especializado em escoltar cargas de minérios extraídos ilegalmente da Terra Indígena Yanomami, além de prestar serviços de segurança clandestinos e realizar investigações paralelas, à margem do Estado, sobre roubos de cargas.
O Portal RIOS DE NOTÍCIAS procurou o Tribunal de Justiça de Roraima neste sábado (24/5) para obter mais informações sobre o caso. Em nota, a assessoria informou:
“Por se tratar de processo que tramita em segredo de justiça, os dados processuais não estão disponíveis para consulta pública. O acesso às informações é restrito às partes e seus representantes legais.”
Também foram solicitados esclarecimentos à Polícia Federal de Roraima, mas até o fechamento desta reportagem não houve retorno. O espaço segue aberto.






