Fabrício Mendes e Vívian Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Celeiro de grandes atletas, Manaus segue ano após ano revelando novos talentos. E dessa vez, dois nomes para o Jiu-Jítsu amazonense vêm se destacando nas competições a nível nacional e internacional, são eles: Vitor Braga e Ramile Oliveira, ambos de 16 anos. A dupla foi descoberta pelo Atrio Centro de Treinamento, na zona Norte de Manaus.

Aposta da futura geração do Jiu-Jítsu amazonense, Ramile conta que aos seis anos de idade se apaixonou pelo esporte e nunca mais deixou de lado. A jovem já coleciona títulos como bicampeã brasileira e sete vezes campeã amazonense da arte suave.
“Eu comecei como qualquer garota, apaixonada pelo balé. Mas um dia, a caminho da aula, passei em frente a uma academia de Jiu-Jítsu e gostei de ver os meninos ‘se batendo’. Eu achei muito interessante e resolvi fazer minha primeira aula experimental e foi amor à primeira vista”, lembra Ramile.

Com a conquista de inúmeros títulos, inclusive fora do país, o sucesso desses jovens no esporte, vem acompanhado também do incentivo dos pais, que se desenvolveu ainda mais com o apoio do Atrio Centro de Treinamento. Que há seis anos realiza atividades dedicadas ao esporte, gerando oportunidade e mudança de vida.
“Comecei com cinco anos, treinando Jiu-Jítsu a até hoje pratico. Mas meu esporte principal é o Wrestling”, revela o lutador Vitor Braga, que orgulhoso lembra da participação em uma competição internacional. “O que eu dou mais destaque é o Panamericano, que foi realizado em Medellín, na Colômbia, porque exigiu muito do meu esforço e dedicação”.
Trabalho em família
O treinador Melk Braga, fundador do Atrio Centro de Treinamento, 42 anos, conta que, na ocasião em que passou por um momento difícil na juventude, acabou encontrando no esporte um caminho seguro na vida.

Ao dedicar tempo para treinar seu filho, Vitor Braga, que na época tinha apenas cinco anos de idade, o que era apenas uma simples brincadeira, passou a se tornar missão de vida.
“Para melhorar os treinos do Vitor, resolvi comprar um tatame. E aos poucos, foi chegando mais jovens e crianças. Foi tomando uma proporção tão grande que resolvemos criar o Atrio. Hoje, temos uma equipe grande de professores, com treinos nos três turnos e temos turmas desde o bebê até a terceira idade”, disse Melk.
O apoio e a participação da comunidade no desenvolver do projeto é ressaltada pelo treinador. “A comunidade nos apoia muito, nos dão suporte porque percebem que, através do esporte, transformamos vidas. As modalidades tem aberto muitas portas para nós”, destacou.






