Kataryne Dias – Rios de Notícias
Manaus (AM) – Após aliados do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), declararem apoio à sua possível candidatura ao governo do Amazonas nas eleições de 2026, o ex-governador José Melo também afirmou que poderá apoiá-lo, caso a candidatura seja confirmada. Em 2017, Melo foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico.
Segundo José Melo, seu apoio estaria voltado principalmente à articulação política fora da capital, no interior do Estado, além da defesa de pautas relacionadas à Zona Franca de Manaus. Para ele, David Almeida tem potencial para ser o “operador” dessas mudanças.
“O David pode ser o operador dessas transformações que eu defendo. Tenho confiança de que ele pode abraçar essas causas e trabalhar tanto na capital quanto no interior”, afirmou o ex-governador ao entrevista ao Portal Furacão de Notícias TV.
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Apesar de ainda não confirmar oficialmente a candidatura ao governo, nos bastidores da política aliados do prefeito de Manaus já manifestam apoio ao seu nome para a disputa de 2026.
“Se o David for candidato a governo, se for, eu vou ajudá-lo no interior, ou cuidar da campanha dele no interior, se ele quiser. Eu tenho confiança que o David pode ser o operador dessas mudanças que eu prego tanto. Tenho confiança que o David possa abraçar essa causa”, declarou.
Proximidade
Imagens da presença do ex-governador José Melo no enterro do filho do prefeito David Almeida, no último dia 23 de janeiro, repercutiram nas redes sociais, mostrando um nível de proximidade entre os políticos.
Histórico de investigações
José Melo foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2017, sob a acusação de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014. A Corte entendeu que houve uso indevido da estrutura da Polícia Militar do Amazonas para favorecer sua candidatura ao governo do Estado e também beneficiar aliados políticos.

Com a decisão, Melo e seu vice, à época Henrique Oliveira perderam os mandatos e ficaram inelegíveis por oito anos, contados a partir das eleições de 2014, o que o impediu de disputar cargos públicos até 2022.
No ano seguinte, em dezembro de 2018, Melo foi preso preventivamente durante a Operação Custo Político, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apurava um esquema de desvio de recursos públicos da área da saúde no Amazonas, envolvendo contratos milionários firmados durante sua gestão.
Além do ex-governador, a ex-primeira-dama Edilene Oliveira e quatro ex-secretários estaduais também foram alvos da operação. Eles foram investigados por crimes como corrupção passiva, lavagem ou ocultação de bens e associação criminosa.
As investigações apontaram suspeitas de que recursos destinados à saúde pública teriam sido desviados por meio de contratos e pagamentos considerados irregulares. Os envolvidos negaram irregularidades à época.






