Nayandra Oliveira – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Começou nessa quarta-feira, 4/3, o período da chamada janela partidária, prazo de 30 dias em que parlamentares com mandato podem trocar de partido sem risco de perder o cargo. A regra vale para deputados estaduais e federais que pretendem disputar a reeleição neste ano, e também pode ser utilizada pelo governador, caso queira mudar de sigla.
O tema foi explicado pelo analista político da Rede Rios de Comunicação, Júlio Gadelha, no Jornal da Rios, da rádio Rios FM 95,7, que destacou que esse é um dos momentos mais estratégicos do calendário eleitoral. Segundo ele, a janela abre espaço para negociações intensas entre partidos e parlamentares, dando início a uma fase de articulações e convites.
“É o período em que os partidos começam a fazer propostas, apresentar o tamanho da chapa e projetar quantas cadeiras podem conquistar. É quando ninguém é de ninguém”, resumiu.
O analista ressaltou que, diferentemente das eleições majoritárias, como para prefeito e governador, em que vence quem obtém mais votos, as eleições proporcionais seguem uma lógica mais complexa. No caso dos deputados, o resultado depende do chamado coeficiente eleitoral, cálculo que considera o total de votos válidos dividido pelo número de vagas disponíveis.
Esse sistema faz com que o desempenho individual esteja diretamente ligado à força do partido ou da federação. Para eleger dois ou três deputados, por exemplo, uma legenda precisa atingir um volume expressivo de votos. Por isso, quem busca a reeleição avalia cuidadosamente o cenário antes de decidir permanecer ou migrar para outra sigla.
“Existe um cálculo político. O parlamentar observa quem já está no partido, quem tem potencial de voto e quais são as chances reais de conquistar uma vaga. Muitas vezes, a decisão é estratégica para garantir a manutenção do mandato”, explicou.
Com a abertura da janela, a tendência é de intensificação das articulações nos bastidores nas próximas semanas.






