Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Internautas acusam o influenciador e jornalista Hugo Gloss de xenofobia após comentários feitos sobre a participação de Marciele Albuquerque, cunhã-poranga do Boi Caprichoso, no Big Brother Brasil 26.
Durante o anúncio da entrada de Marciele no reality show, o influenciador questionou a participação ao afirmar: “Já não teve a cunhã?”, fazendo referência a Isabelle Nogueira, cunhã-poranga do Boi Garantido, que participou do BBB 26.
“Gente, a Isabelle Nogueira voltou. Só que agora ela é Caprichoso. Sempre botam pessoas parecidas. Já não teve cunhã? Parece que só tem essa pessoa lá no Norte”, afirmou ele.
Internautas, no entanto, classificaram os comentários como xenofóbicos ao se referirem à aparência de pessoas da região Norte. Entre as críticas nas redes sociais estão frases como: “Todo ano entra uma loira odonto e um agro boy e ninguém fala nada. Isso tem nome: xenofobia!”, “Xenofobia tá correndo solta, falamos tanto sobre racismo e esquecem que xenofobia também é crime” e “Querem reduzir o Amazonas a esses comentários”.
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Posicionamento
Com a repercussão do caso, Hugo Gloss se pronunciou no X (antigo Twitter), afirmando que seu raciocínio não foi compreendido e que sua fala se referia apenas às semelhanças entre as participantes.
“Acho que você não entendeu o meu raciocínio. Quando falo ‘parece que só tem essa pessoa no Norte’, estou me referindo justamente ao fato de ser uma região gigantesca, no entanto o programa coloca sempre uma menina parecida, que reforça estereótipos. Como se só houvesse esse perfil na região. Ou você não acha que as três se parecem?”, escreveu ele.
No Brasil, a xenofobia é considerada crime e pode ser enquadrada na Lei nº 7.716/1989, conhecida como Lei do Racismo, que prevê punição para práticas discriminatórias ou preconceituosas em razão de origem, procedência nacional ou regional.
A legislação estabelece penas de reclusão e multa, reforçando que manifestações de preconceito contra pessoas ou grupos, inclusive por sua origem geográfica, não são toleradas no país.












