Paulo Vitor Castro – Rios de Notícias
BRASIL – Povos indígenas ocuparam uma balsa de grãos da Cargill durante uma barqueata realizada nesta quinta-feira, 19/2, no rio Tapajós, no Pará. A mobilização é contra o Decreto nº 12.600/25, que autoriza projetos de dragagem, derrocamento e ampliação de portos privados nas hidrovias dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins.
De acordo com os manifestantes, o decreto pode impactar cerca de 3 mil quilômetros de hidrovias e provocar danos socioambientais significativos.
Durante o ato, indígenas pularam no Rio Tapajós e nadaram até a embarcação como forma de chamar atenção para a causa.
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Em vídeo divulgado nas redes sociais, a líder indígena Zenilda Kumaruara destacou a importância do rio para os povos tradicionais da região. “Nós sobrevivemos desse rio. São quatorze povos, além de ribeirinhos e pescadores que dependem diretamente dessas águas. Queremos evitar tragédias como as que aconteceram em Brumadinho e no Vale do Rio Doce. É por isso que estamos defendendo”, afirmou.
A barqueata reuniu integrantes das etnias Munduruku, Panará e Kayapó, das regiões do Baixo, Médio e Alto Tapajós. Faixas com frases como “O rio Tapajós não é mercadoria” e “Não negociem a vida dos nossos filhos” foram exibidas durante o protesto.
Segundo os organizadores, as mobilizações devem continuar nos próximos dias até que o decreto seja revogado.






