Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical) denunciou, nesta terça-feira, 7/4, a suspensão de atendimentos do plano de saúde Hapvida para professores e pedagogos da rede estadual em Manaus.
O sindicato afirma que a situação destaca mais um episódio de descaso com a categoria e atinge diretamente servidores que dependem do serviço para tratamentos médicos contínuos.
De acordo com o ofício nº 29/2026, enviado à secretária de Educação, Arlete Mendonça, profissionais relatam negativas frequentes de atendimento desde o início de abril, sem qualquer explicação oficial.

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Redução no valor de benefícios
O documento também questiona a redução no valor de benefícios, como o auxílio-alimentação, ampliando o cenário de insatisfação entre os trabalhadores da educação.
O sindicato alerta que a interrupção dos serviços de saúde coloca em risco a vida de servidores, especialmente aqueles em tratamento de doenças graves, como câncer, que necessitam de acompanhamento contínuo.
Cobrança por esclarecimentos
A entidade cobra esclarecimentos urgentes do Governo do Amazonas e destaca que a ausência de respostas agrava a insegurança da categoria diante do que classifica como uma situação “grave e desumana”.
Ainda segundo o sindicato, a descontinuidade no atendimento pode provocar agravamento de quadros clínicos, sequelas irreversíveis e, em casos extremos, risco de morte.
A entidade também criticou o que chamou de descompromisso da gestão anterior com a educação. “Profissionais que prestam serviço diário à sociedade estão sem o amparo previsto na área da saúde”, afirma em nota. O sindicato acrescenta que o ex-governador Wilson Lima havia prometido cumprir o mandato com compromisso com a população.
Para o professor Jamisson Maia, a situação é inaceitável. “Interromper tratamentos de saúde de quem dedica a vida à educação é uma crueldade sem tamanho. O legado deixado para os professores é de abandono. A categoria precisa reagir”, declarou.
Meses de atraso
Profissionais da rede estadual realizaram na segunda-feira um ato público na sede do Governo do Amazonas, na Avenida Brasil, bairro Compensa, zona Oeste de Manaus, para denunciar a suspensão do plano de saúde e cobrar uma resposta imediata das autoridades.
Segundo a categoria, esta é a quarta vez que o problema se repete, afetando diretamente o acesso a atendimentos médicos essenciais. Há um acúmulo de aproximadamente oito meses de atraso nos pagamentos, que já ultrapassam R$ 52 milhões.
De acordo com os profissionais, a dívida tem provocado a interrupção de serviços básicos, deixando pacientes sem atendimento e dificultando o acesso a tratamentos urgentes.
Resposta
Em nota enviada ao Portal RIOS DE NOTÍCIAS, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (SEDUC) e a Hapvida informam que os serviços nesse sentido foram normalizados para os servidores na manhã desta terça-feira, 7/4.






