Elen Viana – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Após 88 brasileiros deportados dos Estados Unidos desembarcarem em Manaus, em uma conexão programada, algemados e com os pés acorrentados, na noite da última sexta-feira, 24/1, o governo brasileiro levou cerca de 24 horas para providenciar o transporte dos deportados até Belo Horizonte (MG).
Em entrevista à Rádio RIOS FM 95,7, o analista político Diogo da Luz criticou a demora no atendimento aos deportados e também enfatizou sobre a nota divulgada no domingo, 26, pelo Ministério das Relações Exteriores condenando o uso indiscriminado de algemas e correntes, considerando que a prática “viola os termos do acordo com os EUA, que prevê tratamento digno e respeitoso”.
O analista destacou a necessidade de maiores explicações sobre a demora nos atendimentos aos brasileiros que chegaram na noite da última sexta-feira, 24, em Manaus, em uma conexão programada. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o voo para Belo Horizonte só decolou às 16h40 (horário local) do sábado, 25. Além de ressaltar que os brasileiros no momento em que saíram da aeronave estavam sob responsabilidade do governo norte-americano.
“Esse avião saiu dos Estados Unidos, com parada programada em Manaus para reabastecimento. A previsão era de uma pausa de apenas duas horas, mas no momento em que os passageiros algemados foram desembarcados, já estavam sob responsabilidade do governo brasileiro, e não americano. Eles ficaram no saguão do aeroporto, em colchonetes. A demora de 24 horas para atendimento e transporte exige explicações detalhadas sobre o ocorrido, o governo omite”, afirmou Diogo.
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Atendimentos aos deportados
A política de deportação foi intensificada nos Estados Unidos após a posse de Donald Trump no governo. No voo estavam 88 brasileiros deportados que desembarcaram no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus.
Por orientação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, foi retiradas as algemas. Ele ressaltou a situação como desrespeito aos direitos fundamentais dos brasileiros.
O presidente Lula determinou que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse mobilizada para transportar os deportados até Belo Horizonte, com o objetivo de garantir dignidade e segurança no prosseguimento da viagem.






