Caio Silva – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Governadores da oposição, entre eles Wilson Lima (União Brasil), se reuniram em Brasília nessa quinta-feira, 7/8, para cobrar ações do governo federal em relação ao “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.
A medida entrou em vigor nesta semana, com uma taxa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos exportados pelo Brasil para o país. A tarifa já começa a afetar as exportações brasileiras destinadas ao mercado americano.
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A tarifa é vista como uma pressão sobre a Justiça brasileira para que o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja encerrado. O ex-presidente é réu em uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
O encontro dos governadores ocorreu na residência oficial do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Além de Wilson Lima, participaram da reunião:
- Tarcísio de Freitas (Republicanos – SP)
- Jorginho Mello (PL – SC)
- Ratinho Jr. (PSD – PR)
- Claudio Castro (PL – RJ)
- Romeu Zema (NOVO – MG)
- Ronaldo Caiado (União Brasil – GO)
- Mauro Mendes (União Brasil – MT)
Lima, o único governador da região Norte presente, destacou a importância da reunião. Ele afirmou que os governadores presentes representam 60% da população brasileira e a maior parte do PIB nacional. “Nossa agenda foi cobrar do Governo Federal um diálogo com os Estados Unidos, despolitização das discussões e alternativas para os setores afetados pelo tarifaço”, afirmou.
Oposição assertiva
O comentarista político Diogo da Luz, durante a edição do Jornal da Rios desta sexta-feira, 8/8, comentou sobre a reunião dos governadores. Segundo ele, os parlamentares se reuniram para discutir medidas urgentes que o governo federal não tem tomado.
“Isso é uma oposição firme e forte, que pode fazer as coisas caminharem favoravelmente. A soma da população desses nove estados que mencionei representa 60% da população brasileira”, destacou.
Diogo da Luz enfatizou que a oposição deve ser mais propositiva. “Esse posicionamento firme, com propostas claras, inclusive sobre o tarifaço, é o que pode fazer grande diferença na atuação da oposição”, afirmou.
Para ele, os caminhos para uma solução são difíceis, e o autoritarismo só será combatido se for feito dentro dos limites democráticos. “Não é com medidas autoritárias que vamos conseguir resolver e melhorar a democracia no Brasil, que está bastante fragilizada”, acrescentou.
O comentarista ainda alertou sobre a atuação de grupos como o PSOL, que, segundo ele, sabem como exercer pressão de forma eficaz. “Se nos deixarmos pautar por pequenos grupos de pressão, nos afastaremos da democracia”, concluiu.






