Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – Ex-prefeito de Barreirinha e pré-candidato a deputado estadual, Glenio Seixas voltou a defender a criação e o fortalecimento de polos navais no Amazonas como estratégia central para impulsionar a economia, gerar empregos e atender a crescente demanda logística do estado.
Em entrevista ao quadro Jogo Limpo, da Rádio Rios FM 95,7, ele destacou o interesse de empresas de fora em investir na construção de balsas voltadas ao transporte de grãos.
“Existem empresas de fora que querem construir aqui no Estado do Amazonas polos navais”, afirmou.
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Para ele, a construção de balsas voltadas ao escoamento da produção agrícola é uma oportunidade concreta de desenvolvimento regional.
Na avaliação do ex-prefeito, o problema não está na falta de investidores, mas nas dificuldades enfrentadas por quem tenta se instalar no estado. Ele critica a falta de mais incentivos tributários no setor.
“A empresa quer investir, mas quer que o Estado possa reduzir alguns impostos para que, lá na frente, elas possam dar essa contrapartida para o Estado”, disse.
Glenio Seixas defende que o Amazonas precisa de um tratamento diferenciado nos impostos para se tornar mais competitivo. Para ele, a burocracia ambiental também afasta investimentos.
“O empresário não pode chegar aqui e enfrentar um problema já no ato do seu investimento e passar um ano, dois anos para ter uma licença ambiental. É brincadeira isso”, criticou.

Crescimento econômico
Os números reforçam o discurso. Dados do Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval) mostram que o polo naval da Zona Franca de Manaus cresceu 405% em faturamento em janeiro de 2025, na comparação com janeiro de 2024.
Com 14 estaleiros ativos e mais de 2,7 mil empregos, Manaus lidera a produção nacional de embarcações para navegação interior, essenciais para o escoamento das safras de soja do Centro-Oeste, estimadas em mais de 150 milhões de toneladas por ano.
Transporte fluvial mais barato e menos poluidor
Além do impacto industrial, a logística fluvial também se destaca pela eficiência. Levantamento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), do Ministério de Portos e Aeroportos, aponta que o transporte por barcaças é 78% mais eficiente energeticamente que o rodoviário e mais de 30% superior ao ferroviário, considerando o consumo de combustível por tonelada transportada. Em longas distâncias, o custo pode ser até 50% menor.






