Júlio Gadelha – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – O fortalecimento da piscicultura como estratégia para transformar o Amazonas em referência mundial na produção de tambaqui foi defendido pelo ex-prefeito de Barreirinha e pré-candidato a deputado estadual Glenio Seixas (União Brasil). A avaliação foi feita durante entrevista ao quadro Jogo Limpo, da rádio Rios FM 95,7, na terça-feira, 13/1.
Ao tratar do apoio do governo do Estado ao pequeno produtor do interior, o pré-candidato destacou a existência de alternativas práticas e de baixo custo, com ênfase no fortalecimento do cooperativismo.
Segundo ele, é preciso ir além do debate sobre impostos. “A gente precisa entender que existe algumas modalidades que podem ajudar o produtor do interior. Quando se fala de impostos, mas existe algumas modalidades que a gente pode incluir para melhorar essa questão da produção rural no estado do Amazonas”, afirmou.
Para Glenio, o apoio do governo às cooperativas é um dos caminhos mais eficientes. “O cooperativismo é muito mais barato. Eu acho que o governo do estado poderia trabalhar numa política de parceria com o sistema cooperativismo para que a gente possa ter mais cooperativas”, disse.
Como exemplo prático, Glenio explicou que uma cooperativa pode adquirir equipamentos caros, como máquinas escavadeiras, que seriam inviáveis para produtores individuais, garantindo assim mais investimentos e infraestrutura e modernização da produção.
“A cooperativa compra uma máquina escavadeira, por exemplo, para escavar tanque de peixe, porque a cooperativa tem vários associados. Automaticamente ela vai poder ter essa margem para comprar esse equipamento”, explicou.
Para Glenio, esse modelo garante a continuidade da produção e reduz custos. “Isso significa dizer que é um trabalho sincronizado do próprio cooperativismo. Todo mundo está ali no final do mês pagando a sua taxa, mas a máquina está ali para dar conta, para que o cara não deixe de produzir”, afirmou.

China produz mais que o Amazonas
Durante a entrevista, o ex-prefeito demonstrou preocupação com o avanço da psicultura em outros países, especialmente a China.
“Me assusta muito saber que a China é um país que está trabalhando muito na piscicultura. Eu acho inadmissível com a quantidade de rios que nós temos”, declarou.
Para Glenio Seixas, os números mostram que o Estado precisa transformar o potencial em política pública. Na visão dele, investir em cooperativismo e piscicultura é gerar renda, emprego e desenvolvimento no interior.






