Redação Rios
BRASÍLIA (DF) – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta segunda-feira, 10/2, o pedido da defesa para soltar a professora Monique Medeiros, acusada de participação na morte do próprio filho, o menino Henry Borel, de quatro anos, em março de 2021.
Os advogados de Monique entraram com um habeas corpus no STF, solicitando sua soltura após ela ter sido agredida por outra detenta. Atualmente, ela está presa no Complexo de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro.
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Na decisão, o ministro Gilmar Mendes manteve a prisão preventiva ao considerar que a administração da penitenciária tomou as devidas providências, como a abertura de um processo disciplinar contra a detenta que agrediu Monique Medeiros, além do seu encaminhamento para uma cela isolada.
A direção do presídio informou ainda que Monique está em uma cela localizada em um pavilhão específico para internas que cometeram crimes contra crianças e que geraram comoção social, ficando separada das demais detentas.
“Como se vê, a administração penitenciária adotou todas as medidas para salvaguardar a integridade física da paciente, apesar de seu desinteresse inicial em ver processada a agressora”, declarou o ministro.
Segundo a direção do presídio, Monique inicialmente não quis formalizar a acusação contra sua agressora, mas mudou de ideia após um encontro com seu advogado.
Monique Medeiros e o ex-vereador do Rio Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Dr. Jairinho, seu ex-namorado e também acusado de participação no crime, serão julgados pelo Júri Popular da comarca do Rio de Janeiro. A data do julgamento ainda não foi definida.
*Com informações da Agência Brasil






