Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – A gestão do prefeito David Almeida colocou Manaus entre as piores capitais do país em eficiência da administração pública, segundo o Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e divulgado na terça-feira, 21/1.
A capital amazonense ocupa a 10ª pior posição entre as 27 capitais brasileiras no pilar Funcionamento da Máquina Pública.
O levantamento avalia a eficiência administrativa das prefeituras e o impacto da gestão pública na competitividade das cidades. Manaus ocupa a 17ª posição entre as capitais dos estados e do Distrito Federal. Segundo o CLP, o pilar Funcionamento da Máquina Pública tem peso de 9,3% na composição do ranking geral.
O estudo considera indicadores como custo das funções administrativas e legislativas, qualificação dos servidores públicos, qualidade das informações contábeis e fiscais, nível de transparência e tempo necessário para abertura de empresas. A metodologia busca medir quanto a máquina pública contribui – ou dificulta – a criação de um ambiente produtivo.
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Na outra ponta do ranking, capitais como Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Vitória (ES) lideram o desempenho nacional.
‘Descompasso entre discurso e resultados’
Para o analista político da Rede Rios de Comunicação, Júlio Gadelha, o dado expõe um descompasso entre o discurso oficial da gestão municipal e os resultados efetivos apontados pelos indicadores.
“Chama atenção o contraste entre o discurso oficial e os dados do ranking. Justamente nos pontos mais exaltados pela Prefeitura de Manaus, acesso à educação e qualidade da saúde, a capital aparece entre as piores colocações”, pontuou o analista.
De acordo com o CLP, uma máquina pública eficiente reduz custos, melhora a prestação de serviços e cria um ambiente mais atrativo para investimentos e inovação.
Para Gadelha, o desempenho de Manaus entre as piores capitais do país acende um alerta sobre a necessidade de mudanças estruturais na gestão pública manauara.
“Nas duas áreas, Manaus está abaixo da média nacional e em trajetória de queda, ocupando posições incompatíveis com o tamanho da cidade e com a disponibilidade de um orçamento bilionário. É um desempenho difícil de explicar e impossível de normalizar”, pontuou ele.












