Gabriel Lopes – Rios de Notícias
MANAUS (AM) – De novembro do ano passado até março deste ano, a Refinaria da Amazônia (Ream) já apresentou uma redução de cerca de R$ 0,54 centavos no preço da gasolina vendida para as distribuidoras. A baixa do valor não foi repassada aos consumidores.
Desde a sexta-feira, 21/3, o combustível essencial para o trânsito de automóveis e motocicletas custa R$ 3,38 na refinaria. Após a compra pelas distribuidoras, a gasolina é revendida para os postos de combustíveis, onde atualmente ela custa R$ 7,29 na capital.
Conforme apurado pelo Portal RIOS DE NOTÍCIAS, o preço da gasolina vem se mantendo estável nos postos mesmo com as constantes reduções. Para o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM), a manutenção do preço alto nos postos é injustificada.
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“A refinaria anunciou no fim do ano passado uma redução e o consumidor não viu isso no preço bomba, por motivos óbvios. Porque os postos não compram da refinaria, os postos compram das distribuidoras. Então, nós precisamos de transparência no setor de distribuição”, explicou Jalil Fraxe, presidente do Procon-AM, em fevereiro.
O diretor-presidente ressaltou à época que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está se mobilizando para atuar nos outros elos da cadeia de consumo: as distribuidoras e a Refinaria da Amazônia. No entanto, a ANP não tem participação na formação dos preços dos combustíveis, não fiscaliza, nem comenta variações de preços.
A ANP explicou, por meio de nota, que questões relacionadas a possíveis preços abusivos são de responsabilidade dos órgãos de defesa do consumidor. Já práticas anticoncorrenciais, como cartéis, são de responsabilidade do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), ligado ao Ministério da Justiça.
Deste modo, o riosdenoticias.com.br questionou o CADE sobre quais medidas estão sendo tomadas para fiscalizar esses setores que também interferem diretamente na precificação dos combustíveis e aguarda retorno. O espaço segue aberto para as respostas.






