Letícia Rolim – Rios de Notícias
PARINTINS (AM) – Marcado para iniciar nesta sexta-feira, 30/6, a galera do Caprichoso está desde segunda-feira, 26, na fila para entrar no Bumbódromo e aproveitar cada momento do aguardado Festival Folclórico de Parintins. A REDE RIOS DE COMUNICAÇÃO está presente na Ilha Tupinambarana acompanhando todos os detalhes do festival e conseguiu entrevistar a primeira pessoa da fila que aguarda ansiosa para entrar na arena.
A funcionária pública, dona Melba, está acampada na fila desde segunda-feira, 26, tem revezado com familiares e amigos para garantir os melhores lugares no Bumbódromo.
“É muita emoção, nós formamos um grupão e vamos revezando para conseguir os melhores lugares para assistir ao espetáculo. É tudo maravilhoso, a emoção de estar diante da galera e na torcida é imensa”, compartilhou Melba.
Os torcedores aderiram a estratégia de revezamento, enquanto alguns vão descansar nas pousadas e hotéis onde estão hospedados, outros ficam na fila guardando a vez.
Os que se estabeleceram no local compõem a fila de entrada do Caprichoso com colchonetes, bancos e até mesmo redes, atadas em estruturas montadas do lado de fora. Todo esse esforço para não perder a oportunidade de prestigiar o espetáculo nos melhores lugares do Bumbódromo.
Pajé de Guerra
Em entrevista exclusiva à REDE RIOS DE COMUNICAÇÕES, o Pajé de Guerra do boi Caprichoso, Erick Beltrão declarou que tudo o que foi mostrado nos ensaios não chega a ser metade do que vai ser apresentado no festival, aumentando a expectativa da galera azulada.
“Vocês podem ter certeza que a cena do Yreruá vai ser fantástica. Nós só podíamos mostrar pouquinha coisa nos ensaios, então aguardem”
Erick Beltrão, Pajé de Guerra do boi Caprichoso
Segundo Erick, o processo de preparação vai além da caracterização e da coreografia, envolve todo um estudo para representar dar melhor forma possível o seu personagem. “Antes do festival nós estudamos todas as etnias, o que vamos apresentar e qual a caracterização do personagem. Toda noite existe um pajé diferente, uma força e uma cultura diferente, então temos que estudar muito para poder interpretar esse personagem com bastante força, e que levanta essa bandeira dos povos originários”, ressaltou.
Coordenador de Coreografia Tribal e Membro do Conselho de Artes, Erick Beltrão participa do Boi desde sua infância e defende desde 2020 o item 12 do festival. O personagem que ele representa é o Pajé de Guerra, chefe da tribo, responsável pela ressurreição do Boi.






