Letícia Rolim – Rios de Notícias
BRASÍLIA (DF) – Os dois detentos que fugiram do Penitenciária Federal de Mossoró na quarta-feira, 14/2, eram originários do Acre e haviam sido transferidos para o presídio de segurança máxima, em 2023, após liderarem uma rebelião que resultou em cinco mortes, sendo três por decapitação.
Rogério da Silva Mendonça, 35 anos, conhecido como “Martelo”, e Deibson Cabral Nascimento, 33 anos, apelidado de “Tatu”, possuem extensa ficha criminal por assaltos, furtos e latrocínio, além de estarem ligado a uma organização criminosa oriunda do Rio de Janeiro.
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De acordo com informações da polícia, durante a rebelião de julho de 2023, os detentos dominaram funcionários e acessaram as armas dos policiais antes de iniciar o confronto com membros de facções rivais, resultando nas mortes. Todos os 14 presos transferidos estavam ligados ao tumulto.
Esta é a primeira fuga na história do sistema penitenciário federal, composto por cinco presídios de segurança máxima. Além de Mossoró, há unidades em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Brasília (DF).
O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, ordenou o envio de agentes e peritos federais ao estado para auxiliar na investigação e recaptura dos fugitivos, cujos nomes foram incluídos no Sistema de Difusão Laranja da Interpol e no Sistema de Proteção de Fronteiras para busca internacional.
Intervenção em Presídio
Nesta quinta-feira, 15/2, o Ministério da Justiça e Segurança Pública nomeou o ex-diretor da Penitenciária Federal em Catanduvas (PR) Carlos Luis Vieira Pires como interventor da unidade prisional de segurança máxima de Mossoró (RN).
Pires assumirá a direção da unidade no lugar de Humberto Gleydson Fontinele Alencar, afastado do cargo após “Martelo” e “Tatu” escaparem da Penitenciária Federal em Mossoró, nessa quarta-feira.






